
O plenário do Congresso manteve na tarde desta terça-feira, 18, o
veto integral do presidente Michel Temer ao projeto que concedera
reajuste salarial para a Defensoria Pública da União (DPU). A proposta
só passou pela votação dos deputados e, como houve 227 votos para
derrubar o veto, ele foi mantido - eram necessários ao menos 257. Por
essa razão, não foi
necessário a votação do veto no Senado.
Esse
foi o primeiro veto feito pelo presidente em uma proposta que concedia
aumento salarial para uma categoria do serviço público após Temer
assumir, em definitivo, o comando do País com o impeachment da
ex-presidente Dilma Rousseff. O reajuste previsto no projeto aprovado
pelo Congresso, mas barrado pelo atual presidente, era de 60% divididos
em quarto parcelas. Inicialmente, Temer só iria vetar parcialmente a
proposta, dando o aumento de 7% previstos para este ano, mas foi mais
rigoroso.
Alguns líderes de partidos da base aliada na
Câmara, como PSB, PRB, PROS e PHS, orientaram voto para derrubar o veto.
O PSD, também governista, liberou a bancada.
Durante as
discussões, parlamentares do PT, do PDT e do PSB defenderam em plenário a
derrubada do veto com o argumento de que esse reajuste tem pouco
impacto para os cofres públicos - R$ 85 milhões - e que fazia parte de
um acordo da gestão anterior. O líder petista do Senado, Humberto Costa
(PE), disse que o governo Temer, "golpista", estava se notabilizando em
romper acordos aprovados.
"Esse foi o único reajuste vetado
pelo presidente da República", criticou Costa, lembrando que outras 14
categorias tiveram aumentos salariais sancionados por Temer.
O
deputado governista Darcísio Perondi (PMDB-RS) disse que o aumento
previsto no projeto ultrapassava a inflação do período. "Teve gente que
estava tendo reajuste de quase 100%, inadmissível, inexequível. Isso não
é olhar para os mais pobres, os sofredores, isso é olhar para uma casta
que nasceu dessa bela ideia de Defensoria", afirmou o peemedebista.
[A Tarde]






