
Conforme a defesa do ex-governador, o valor já está sendo pago e ele deve ser solto no início da noite. Cardoso foi preso na operação Ápia da Polícia Federal, que começou no dia 13 deste
mês e que investiga um esquema de fraude em licitações, que
supostamente desviou R$ 200 milhões no Tocantins. Ele está preso na Casa
de Prisão Provisória de Palmas desde o dia em que a operação começou.
Segundo informações da Justiça Federal, além do ex-governador também
foi concedido um habeas corpus para Humberto Siqueira, um dos
empreiteiros suspeitos de envolvimento no esquema. Ele era considerado
foragido depois que a Justiça decretou a prisão preventiva dele no dia
22 desse mês.
Operação
Ainda nesta sexta-feira, a justiça determinou a prisão preventiva de mais quatro suspeitos. A PF informou que as ordens foram cumpridas em Palmas e Araguaína. Dos quatro mandados, dois são contra pessoas que já tinham sido presas temporariamente na primeira etapa. A polícia disse que por causa das contradições encontradas nos primeiros depoimentos e de novos elementos, a Justiça decretou a prisão preventiva deles.
Ainda nesta sexta-feira, a justiça determinou a prisão preventiva de mais quatro suspeitos. A PF informou que as ordens foram cumpridas em Palmas e Araguaína. Dos quatro mandados, dois são contra pessoas que já tinham sido presas temporariamente na primeira etapa. A polícia disse que por causa das contradições encontradas nos primeiros depoimentos e de novos elementos, a Justiça decretou a prisão preventiva deles.
Três suspeitos foram presos em Araguaína e estão sendo conduzidos para a superintendência da PF em Palmas.
O outro foi preso na capital. Depois dos depoimentos, a polícia
informou que os suspeitos, sendo dois homens e duas mulheres, serão
encaminhados para audiência de custódia na Justiça Federal, ao IML e
presídios, masculino e feminino, correspondentes.
Os quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas casas dos suspeitos.
Esquema
Segundo informações da Polícia Federal, a organização suspeita de fraudar licitações de terraplanagem e pavimentação asfáltica no Tocantins funcionava em três núcleos compostos por políticos, servidores públicos e empresários. A suspeita é de que o grupo tenha desviado cerca de R$ 200 milhões.
Segundo informações da Polícia Federal, a organização suspeita de fraudar licitações de terraplanagem e pavimentação asfáltica no Tocantins funcionava em três núcleos compostos por políticos, servidores públicos e empresários. A suspeita é de que o grupo tenha desviado cerca de R$ 200 milhões.
Entre os investigados está o ex-governador Sandoval Cardoso, que teve
prisão preventiva decretada e se apresentou na noite de quinta-feira
(13). Além do ex-governador Siqueira Campos, que já cumpriu um mandado
de condução coercitiva e foi levado para prestar depoimento.
Segundo o superintendente regional da PF no Tocantins, Arcelino Vieira,
os núcleos eram formados com a intenção de fraudar e burlar a
fiscalização de forma a conseguir lucrar com os serviços, que muitas
vezes não eram executados.
"O núcleo político era composto por pessoas que compunham o alto
escalão do Estado, dois ex-governadores [Sandoval Cardoso e Siqueira
Campos] que, através de contratos com Banco do Brasil, conseguiram
empréstimos internacionais", disse.
O superintendente explicou que os empréstimos estavam fundamentados em
uma lei estadual, a qual também autorizou o estado a criar um comitê
executivo que gerava os recursos e os distribuía para várias secretarias
estaduais. Uma delas era a Secretaria de Infraestrutura (Agetrans) que
fazia a licitação e o acompanhamento de todas as obras.
Segundo a investigação da PF, os recursos adquiridos através de três
linhas de crédito somavam R$ 1,2 bilhão. Deste valor, a Agetrans ficou
com R$ 850 milhões para investir em obras nas rodovias, mas os contratos
receberam aditivos que se computados, ultrapassariam R$ 1 bilhão.
"Os editais eram recheados de cláusulas restritivas à concorrência que
favoreciam empresários do grupo. Ao final se constatou que havia ajuste
de preços para dividir o lote entre seis empresas. Está bem clara a
existência de um cartel para o fim de fraudar as licitações e desviar
dinheiro público federal", explicou o procurador da república José
Ricardo Teixeira.






