
Veja abaixo o bombardeio:
O ministro do serviço de Inteligência de Israel, Yisrael Katz, assumiu parcialmente a responsabilidade em entrevista. Ele declarou que “o incidente é completamente compatível com nossa política de impedir a transferência de armas para o Hezbollah. Toda vez que recebermos informações da inteligência sobre planos desse tipo, iremos agir. Devemos impedir que o Irã estabeleça uma presença militar na Síria”. Em janeiro, o governo de Bashar al-Assad acusou Israel de ter bombardeado o aeroporto militar de Mazze, onde fica o serviço de inteligência da Aeronáutica. O local estava servindo para armazenar armamento pesado que estava sendo contrabandeado para o grupo terrorista libanês Hezbollah, um dos principais apoiadores de Assad. No mês seguinte, um caça israelense bombardeou posições do Exército Árabe da Síria nas montanhas Al-Qalamun, a noroeste de Damasco. Por sua vez, tanto o governo sírio quanto o Hezbollah nos últimos meses vem fazendo seguidamente ameaças de invadir Israel. No ano passado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu admitiu que Israel atacou dezenas de comboios de armas destinadas ao Hezbollah. O argumento é que a presença na Síria do Hezbollah, um de seus principais adversários, é um suporte para o Irã e serviria de base para a guerra prometida contra Israel.
A Rússia, através do porta-voz Dmitry Peskov, criticou a ação militar israelense e exigiu “respeito à soberania da Síria”. Moscou é sabidamente aliada de Assad e do Irã. Já o Ministério das Relações Exteriores russo, foi mais enfático, alertando que a postura de Israel é “inaceitável” e que “Moscou condena os atos de agressão contra a Síria”. Analistas acreditam que a instabilidade na região pode resultar em uma nova guerra contra Israel, uma vez que Israel está tecnicamente em guerra há décadas contra a Síria, em especial por conta das divergências sobre o domínio das colunas de Golã. O Líbano, vizinho da Síria, e mantenedor das milícias do Hezbollah também mantém um “estado de guerra” com Israel desde 2006, quando ocorreu o último grande conflito entre os países. Com informações de Times of Israel e agências internacionais






