
O
estilista Ronaldo Ésper deu uma entrevista exclusiva durante o programa
“Fala Que eu Te Escuto”, transmitido pela Rede Record esta semana. Em
conversa com o bispo Clodomir Santos, ele deu seu testemunho.
Assumidamente ex-homossexual, ele sentiu-se à vontade para contar o que
mudou em sua vida desde que conheceu a Jesus. Recentemente batizado,
Ronaldo hoje olha para o passado com tristeza. Contou que, para ele, ser
homossexual “foi uma maldição” que teria entrado em sua vida pela obra
de uma mulher que faz parte de sua família. Acredita que se trata de uma
“maldição familiar”. Revelou ainda que, quando era criança foi vítima
de assédio de um padre que, ao ser rejeitado, por ele, o obrigou a
confessar que teria tentado “seduzir” o sacerdote. Ésper, 73 anos,
contou que, por vergonha, nunca assumiu a homossexualidade diante da
família. Mas viveu durante muitos anos uma vida sexualmente promíscua.
Garantiu ao bispo que, “de uma forma geral, um homossexual é um
predador, ele vive caçando”. Riqueza e fama não foram suficientes para
dar paz ao estilista e apresentador de TV. Ele desabafou, dizendo que
pensou em suicídio várias vezes. Vindo de uma família muito católica,
ele disse saber que a prática era pecaminosa. “Para mim sempre foi um
pecado, mas eu era de uma religião que a gente confessa toda semana e te
perdoa”, lembra.
Há cerca de dois anos ele começou a frequentar
a Universal, por insistência de sua mãe. Hoje afirma ter sido liberto
do desejo homoafetivo e vive uma nova vida. Assegura que não “trocou de
religião”, pois o que achou na igreja “é uma fé. É o que está escrito na
Bíblia e nós temos que seguir”. Classificou a experiência na Universal
como “fé racional”. “Se você não está bem dentro de sua casca, venha até
aqui”, convidou, dizendo que “aconselharia todo mundo a experimentar”,
como ele fez. Abordando a questão do dízimo, a crítica mais comum às
igrejas evangélicas, disse que ninguém lhe pede nada, o que ele dá é por
obediência. “É como uma criança que faz um desenho bonito e leva para
os pais. O primeiro fruto que cai na sua mão não é nosso é de Deus”.