
A quase três meses da Copa do Mundo, o governo criou um grupo de trabalho para estabelecer procedimentos padrões de segurança na cobertura jornalística de protestos de ruas. Uma prévia desses procedimentos estará numa cartilha que o Ministério da Justiça prepara para distribuição em todo país e nas aulas de um curso piloto oferecido aos profissionais do setor pela Academia da Força Nacional, em Brasília. A forma de escolha dos jornalistas que devem participar do treinamento ainda é avaliada. O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira (6) portaria da Secretaria Nacional de Segurança Pública que estabelece que o grupo de trabalho terá 90 dias para conclusão de suas atividades, prazo que pode ser prorrogado por igual período.
A decisão de criar o grupo e a cartilha foi tomada pelo governo depois da morte acidental do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, atingido por um rojão lançado contra policiais por um manifestante, no dia 6 de fevereiro, no Rio de Janeiro.
Diante da violência generalizada nas ruas, o governo e entidades do setor afirmam que o debate sobre segurança dos jornalista não privilegia uma classe nem pretende ignorar as agressões contra manifestantes. A secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, explicou que o objetivo do governo é proteger o exercício da prática jornalística indispensável para democracia.(Agência Estado)






