
Com pequenas alterações nos índices, os dados confirmam os
levantamentos mais recentes do Ministério da Saúde. De acordo com o
órgão, a obesidade já atinge metade dos brasileiros. O que o Conecta
revela agora é que o excesso de peso não é mais escondido, mas assumido
por quem briga com a balança. Essa nova consciência explica porque 88,7%
das pessoas reconhecem que devem mudar seus hábitos alimentares de
forma radical ou moderada.
A contradição, segundo a diretora executiva do Conecta, Laure
Castelnau, está na pergunta relacionada à dieta. “A pesquisa mostra que
as pessoas, especialmente acima dos 35 anos, sabem que precisam
emagrecer, mas poucas tomam de fato uma atitude nesse sentido”, diz. Os
que resolvem reduzir as porções ou iniciar a prática de exercícios são
os mais ricos, da classe A. “Nesse grupo, 29% fazem dieta e 13,2% se
exercitam todos os dias. São os maiores índices”, afirma Laure.
Quando se analisa as respostas por região, os moradores do
Centro-Oeste são os que fazem mais autocrítica em relação ao peso. De
acordo com o Conecta, 56,3% se consideram gordos. Na contramão, só 41%
da população do Sudeste tem a mesma opinião. Já quem mora no Nordeste
demonstra mais preocupação médica. Segundo a pesquisa, 46% procuraram,
em algum momento da vida, um médico para tratar obesidade. No Sul, essa
taxa é de 28%.
Sedentarismo. A combinação de hábitos alimentares ruins com a
falta de atividade física é cruel para a saúde dos brasileiros. Quase
15% não tomam café da manhã, considerada por nutricionistas refeição
indispensável, e 33% não fazem nenhum tipo de exercício. “O sedentarismo
é ainda maior entre as mulheres”, afirma Laure Castelnau. “A pesquisa
mostra que esse índice chega a 40% no público feminino. Os homens, por
sua vez, praticam o futebol nos fins de semana.”
Entre os jovens, outras práticas esportivas, além do futebol,
ajudam a aumentar o interesse pelo esporte. O designer Renato Faustino,
de 24 anos, decidiu andar de patins para aumentar a disposição no dia a
dia. “Estava muito parado. Descobri o patins e comecei”, diz.
(Em Resumo)






