
O
ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga determinou
que a campanha de Dilma Rousseff não exiba mais trecho de propaganda em
que a presidente e candidata do PT à reeleição conversa com
profissionais do programa Mais Médicos. O entendimento do ministro é de
que houve privilégio no uso da estrutura do poder público na propaganda,
pois a candidata gravou o programa em uma Unidade Básica de Saúde, em
Guarulhos (SP). Na decisão, o ministro impede que o trecho veiculado
seja reexibido.
A Coligação Muda Brasil, do candidato Aécio Neves
(PSDB), questionou o programa no TSE, argumentando que a equipe de Dilma
paralisou os serviços de um posto de saúde para gravar o programa e
utilizou o conjunto do serviço público e dos servidores em unidade
gerida por governo municipal cujo prefeito é do PT. A coligação do
tucano também alega que a propaganda tinha fim eleitoral em detrimento
do interesse público. O ministro apontou que a representação deve ser
direcionada aos agentes públicos: Dilma Rousseff, Michel Temer e o
ministro da Saúde, Arthur Chioro. A coligação de Aécio pretendia incluir
ainda os funcionários da UBS, entre eles dois médicos cubanos. O trecho
da propaganda tem aproximadamente dois minutos. (Estadão)






