
No período gestacional, a mulher pode se precaver de várias
patologias que poderão levar tanto a mãe quanto o recém-nascido ao
óbito. Muitas dessas doenças são passíveis de imunização prévias e
evitáveis. A vacinação consiste na aplicação de antígenos processados em
laboratório, em um indivíduo e objetiva promover no organismo reações
de imunidade, preparando-o para uma eventual invasão por microrganismos
patogênicos.
Hoje em dia é avaliada como grande responsável pelo
declínio acelerado da morbimortalidade por doenças imunopreveníveis nas
últimas décadas em nosso país. Os principais objetivos da vacinação, na
gestante, são a proteção da mulher grávida, livrando-a de doenças e
complicações da gestação, e a proteção do feto, recém-nascido e/ou
lactente, favorecendo-o com anticorpos para que possa resistir a
infecções devido à baixa resistência do sistema imunológico.
Entre as
vacinas recomendadas para as gestantes, estão as vacinas contra o
tétano, Hepatite B e a Influenza. Segundo os estudos, além dos aspectos
sociais, fatores como situação socioeconômica desfavorável, alta
rotatividade dos profissionais de saúde que dificulta o vínculo com o
paciente, inadequação das consultas de pré-natal por insuficiência nas
informações profissionais e/ou infra estrutura e recursos materiais,
erros e omissões nos relatórios também contribui com a baixa cobertura
vacinal.
A vacinação na gravidez pode e deve ser considerada como uma
estratégia de saúde pública, já que representa uma oportunidade na
prevenção de doenças em mulheres grávidas e em recém-nascidos.
Com
relação às vacinas recomendadas para gestantes em situações especiais,
como a vacina contra a poliomielite, por exemplo, é altamente
imunogênica e eficaz e deve ser indicada apenas em situações especiais,
devido ao risco elevado de infecção pelo vírus. As vacinas contra a
febre amarela (vírus vivos atenuados) também não são recomendados para
gestantes, exceto quando residem ou viajam para áreas de risco.






