
Após oito meses de espera, Maria Aparecida, de 29 anos, foi submetida
a um cirurgia para a retirada de um cisto que crescia desde 2010 em seu
pescoço. O procedimento ocorreu no dia 12 de setembro e durou mais de
quatro horas, em Rio Branco. Quase quarenta dias após a remoção do tumor
benigno, ela ainda tenta se adaptar à rotina e diz que sente dores na
parte operada do pescoço e no braço direito.
Ela conta
que apesar do desconforto que ainda sente, a cirurgia facilitou sua
movimentação, o que era praticamente impossível com o cisto em seu
pescoço. “Aquilo me incomodava demais, era muito
difícil.
Passei mais de quatro horas na sala de cirurgia e tiraram o
cisto. Tem sido muito difícil para mim ainda, porque ainda sinto muita
dor nessa parte do pescoço e em todo braço direito, não consigo levantar
ainda o braço, não consigo nem trabalhar, mas graças a Deus tiraram o cisto”, comemora.
Após
a cirurgia, Aparecida retornou ao município onde nasceu, Cruzeiro do
Sul (AC), para buscar o filho de quatro anos que encontrava-se aos
cuidados da avó em razão da sua doença. Ela deve retornar a Rio Branco
no próximo dia 2 de novembro onde fará uma nova avaliação no retorno
médico. "Vim pegar meu filho e vou voltar para Rio
Branco para o retorno e espero melhorar, pois o meu trabalho é de
doméstica, e está muito difícil ainda”, contou.
Entenda o caso - Desde
que saiu da cidade onde morava, em Cruzeiro Sul (AC), a dona de casa
Maria Aparecida Leão esperava por uma cirurgia para a retirada do cisto
que surgiu em seu pescoço em 2010. A primeira vez que a dona de casa
percebeu o cisto foi quando foi morar em Porto Velho (RO), mas se
despreocupou quando ele 'desapareceu'. Após sofrer violência doméstica,
ao ser enforcada pelo ex-marido, o cisto voltou a crescer. Ela tentava
constantemente marcar a cirurgia, mas sempre era informada da falta de
médico especialista. (G1)






