
O vice-presidente da República, Michel Temer
(PMDB), candidato à reeleição na chapa encabeçada por Dilma Rousseff
(PT), disse neste domingo (19) que o racha no PMDB é “passado”. “Isso é
passado. Já passou”, disse Temer, que é presidente nacional do PMDB,
após o debate entre Dilma e Aécio Neves (PSDB), realizado neste domingo
pela TV Record e pelo portal R7. "Hoje a unanimidade é absoluta.
Eu
reuni todos os prefeitos e vice-prefeitos, vereadores, são mais de 600,
numa unidade em torno de nossa chapa", salienta. Apesar das afirmações,
Temer está lidando com um partido dividido nas atuais eleições. Um dos
principais exemplos é o que acontece no Rio Grande do Sul, onde um
candidato do PMDB, José Ivo Sartori, disputa o segundo turno contra o
atual governador Tarso Genro, do PT.
O problema é que Sartori, apesar de
ser apoiado por Temer no Estado, não apoia a reeleição da presidente
Dilma e de Temer, mas defende a eleição de Aécio. O PMDB gaúcho, ao lado
da seção do partido no Rio de Janeiro, são os principais focos de
resistência interna.
O deputado gaúcho Darcísio Perondi chegou a dizer,
em entrevista ao R7, que, “no lápis”, a maior parte dos parlamentares
peemedebistas já aderiram à campanha presidencial tucana. Perondi
declarou ainda que Temer desembarcaria do governo Dilma, “se pudesse”, o
que foi negado pelo vice-presidente.
Na sexta-feira (17), Temer afirmou
que o partido tem sido "tolerante ao longo do tempo com movimento de
divergências", mas que o objetivo é construir um partido mais unido.
"Depois das eleições vamos reunir o partido e fazer uma unidade
absoluta. Vamos definir uma postura mais centralizadora, unificadora,
para evitar essas divergências", completa. (Record)






