
O rompimento de um fio de alta tensão provocou a morte de 17 cabeças de gado, na fazenda Tocantins, no município de Monte Santo do Tocantins,
região central do estado. O caso aconteceu no início da tarde desta
terça-feira (11). Depois de encostarem no cabo de energia, 16 vacas
leiteiras e um boi morreram.
O cabo da rede caiu no momento em que o gado era conduzido para o
curral da fazenda. As vacas mortas produziam em média 20 litros de leite
ao dia. O produto era fornecido para a Cooperativa Agropecuária
Tocantinense, em Paraíso do Tocantins
e de acordo com o filho do proprietário, Antônio George Issa Haomat
Júnior Damião, de 42 anos, essa não é a primeira vez que um problema
desse tipo acontece na região.
O pai de Júnior tem 83 anos e os dois possuem duas fazendas na cidade,
uma vizinha à outra. De acordo com Júnior, há cerca de três anos o mesmo
fio rompeu em outro trecho e causou um incêndio. O fogo teria consumido
boa parte da pastagem da fazenda do filho e causado grande prejuízo,
uma vez que o gado ficou sem ter o capim para se alimentar.
Um boletim de ocorrência chegou a ser registrado na época. A rede foi
periciada, mas o laudo não ficou pronto até hoje. O homem afirma que a
rede que passa pela propriedade está sucateada e pode trazer ainda mais
transtornos.
Os fios estariam se desmanchando e sob risco de cair na pastagem. "A
rede é uma sucata, eu tenho medo, porque daqui a pouco vai matar gente,
não é boi não", afirmou o proprietário. Júnior foi a justiça contra a
Companhia de Energia Elétrica do Tocantins (Celtins), mas ainda não
recebeu nenhuma indenização pelo incêndio. Com o gado morto na fazenda
do pai, ele calcula que o prejuízo seja superior a R$ 100 mil.
Por causa dos danos, o pai de Júnior Damião registrou boletim de
ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Paraíso do Tocantins na
manhã desta quarta-feira (12). A polícia informou que a perícia esteve
no local e um inquérito vai ser aberto para investigar as causas da
morte dos animais.
Outra queixa
Júnior contou ao G1 que além do prejuízo financeiro, ainda teve de ouvir comentários debochados por parte de um funcionário da Celtins que esteva no local. Um homem que se identificou apenas como Miguel foi acompanhar a perícia e teria insultado a família enquanto o trabalho era feito. "Ele me insultou e debochou de nós, insinuou que nós estávamos apenas atrás de indenização. Ora, eles queimaram a minha fazenda, é claro que têm que pagar", contou.
Júnior contou ao G1 que além do prejuízo financeiro, ainda teve de ouvir comentários debochados por parte de um funcionário da Celtins que esteva no local. Um homem que se identificou apenas como Miguel foi acompanhar a perícia e teria insultado a família enquanto o trabalho era feito. "Ele me insultou e debochou de nós, insinuou que nós estávamos apenas atrás de indenização. Ora, eles queimaram a minha fazenda, é claro que têm que pagar", contou.
Celtins
A Celtins informou que está apurando as causas do rompimento do cabo e que uma equipe já esteve no local realizando uma vistoria. Quanto ao incêndio e ao processo citados pelo proprietário da fazenda vizinha, a empresa disse que não vai se manifestar, porque o processo se encontra na justiça e este é o procedimento padrão para casos como este.
A Celtins informou que está apurando as causas do rompimento do cabo e que uma equipe já esteve no local realizando uma vistoria. Quanto ao incêndio e ao processo citados pelo proprietário da fazenda vizinha, a empresa disse que não vai se manifestar, porque o processo se encontra na justiça e este é o procedimento padrão para casos como este.






