
Identificar
gargalos e buscar caminhos para estruturar o setor avícola do Oeste
baiano. Este foi o objetivo da mesa de debates, realizada no dia 16 de
dezembro, em Barreiras. O evento foi uma continuidade do seminário “Uma
proposta para o desenvolvimento da avicultura, suinocultura e laticínios
do Oeste da Bahia”, que aconteceu no dia 28 de novembro, com o apoio da
Aiba.
Representantes
de indústrias de alimentos, entidades da sociedade civil, instituições
financeiras, sindicatos e associações do Agronegócio regional, apontaram
as principais necessidades do setor para que ele possa crescer de
maneira sólida. Um dos pontos mais relevantes foi a necessidade de
oferta de condições facilitadas de crédito para que o criador individual
possa profissionalizar e ampliar sua estrutura. Somando-se a isso,
surge a falta de formação e acompanhamento técnico do pequeno e médio
avicultor, o que dificulta o fornecimento de um animal de qualidade e
criado dentro das condições de higiene exigidas pela vigilância
sanitária.
Este
panorama afeta, diretamente, as duas grandes indústrias de alimentos
instaladas na região, que operam abaixo de suas capacidades de produção
por falta de fornecedores. Cada uma delas possui apenas um avicultor
agregado. Os representantes destas indústrias reclamam também da falta
de mão de obra qualificada. “Do mecânico ao eletricista, em qualquer
setor na área industrial, hoje nós temos dificuldade. Mas estamos
buscando o Senai, Sesi, Sebrae e todos eles estão empenhados nesse
processo de capacitação”, disse Nivaldo Neves, sócio proprietário da
Frango de Ouro.
A
qualificação da mão de obra é fundamental para estas indústrias que
possuem uma estrutura que engloba unidades de processamento de ração,
frigoríficos e máquinas para embalagem dos frangos abatidos. O único
problema que os empresários não enfrentam é a falta de matéria-prima
para a produção da ração animal. “O milho, milheto, sorgo, farelo de
soja, óleo de soja, compramos daqui da região. Quase 100% do insumo que a
gente necessita vem daqui”, informou Eduardo Mota, gerente de processos
da Mauricéia.
No
final dos debates, foi formado um Comitê Técnico que terá o objetivo de
atualizar documentos, propostas e projetos voltados para a estruturação
do setor. A primeira reunião do Grupo será no dia 19 de dezembro.
A cadeia da suinocultura foi convidada para participar da mesa de debates mas não compareceu.
Ascom Aiba






