
No início do ano de 2014, o pastor Ryan Bell, da
Igreja Adventista da Califórnia, anunciou que iria viver durando um ano
como ateu e escreveria um blog para relatar a experiência.
Ministro ordenado, tendo pastoreado igrejas por 19 anos, até recentemente era professor em duas universidades cristãs conceituadas além de prestar consultoria a igrejas.
Ministro ordenado, tendo pastoreado igrejas por 19 anos, até recentemente era professor em duas universidades cristãs conceituadas além de prestar consultoria a igrejas.
Aos 42 anos ele afirmou que desejava saber como é
“viver sem orar, ler a Bíblia ou pensar em Deus”. Após esse anúncio, as
universidades o demitiram. Uma campanha foi
criada por movimentos humanistas para ajudar a Bell a se sustentar,
tendo arrecadado 27 mil dólares.
Agora ele está trabalhando na PATH, uma
ONG dedicada a alimentar e ajudar moradores de rua. Ele
deu uma entrevista para a NPR, rádio com grande audiência nos EUA.
Entre outras coisas, comentou que está sendo criticado por muitos
cristãos, que o acusam de misturar seus problemas na igreja com os
propósitos de Deus.
Outros dizem que ele jamais nasceu de novo. Há
grupos que o acusam de ser um ateu, mas que criou um “golpe de
marketing” para aparecer. Depois de 11 meses e
meio, Bell disse: “Eu não acredito que Deus existe. Acho que faz mais
sentido as provas que tenho e minha experiência”. “É
uma expressão de uma parte de mim que não mudou. Ainda sou a mesma
pessoa, no fundo, que eu era antes.
Preocupo-me com justiça e igualdade,
e quero ver oportunidades iguais em nossa sociedade “, afirmou. Reconhece
que o ateísmo é “um ajuste estranho”, e que tem dificuldade de andar
com seus antigos amigos cristãos. “Antes eu queria um relacionamento
mais próximo de Deus, e hoje só quero um relacionamento mais próximo com
a realidade”, asseverou.






