
A Comissão de Transição do governador eleito Marcelo Miranda (PMDB)
respondeu as críticas do governador Sandoval Cardoso (SD), de que
a liminar concedida pelo desembargador José Moura Filho que suspende
pagamentos do governo inviabilize a administração do estado.
Em nota divulgada à imprensa na noite dessa sexta-feira, 26, a
Comissão de Transição, presidida por Herbert Buti Brito Barros, fez
duras críticas à gestão de Sandoval e disse que o atual governo "é fruto
de uma manobra política" e que "nasceu inviabilizado".
"A situação caótica do Estado é consequência de atrasos com
fornecedores de alimentos e medicamentos nos hospitais, alimentação e
material de manutenção nos presídios, de carros locados para as polícias
militar e civil, entre outros, que chegam a cinco meses, comprometendo
os cidadãos que precisam dos serviços e os empresários que se dispuseram
a vender ao Governo", diz o texto.
Segundo a equipe de Marcelo Miranda, a decisão da Justiça foi de
impedir que as ações do atual governo comprometam ainda mais a situação
do Estado. "O que assistimos é fruto de um desgoverno que vem se
agravando com a sanha de benevolências administrativamente
irresponsáveis que marcam os últimos dias do governo Sandoval Cardoso e
que buscam inviabilizar a próxima gestão", dispara o futuro governo.
Após saber da decisão do desembargado José de Moura Filho, o
governador Sandoval Cardoso encaminhou nota à imprensa na quarta-feira,
24, em que classificou a decisão judicial como "arbitrariedade" e diz
que ela impede o governador de exercer "plenamente" o seu mandato. "A
ingerência causa bastante preocupação e o Governador do Estado entende
que ela privilegia os Poderes em detrimento da população menos
favorecida, na medida em que impede o governo de continuar mantendo os
serviços públicos de saúde e segurança", disse.
Leia na íntegra a nota da Comissão de Transição.
"A Comissão de Transição nomeada pelo Governador Marcelo Miranda
esclarece que o governador Sandoval Cardoso mais uma vez falta com a
verdade com a população do Tocantins ao tentar passar a ideia de que a
liminar concedida pelo desembargador Moura Filho, do Tribunal de Justiça
do Estado, inviabiliza o seu governo.
O atual governo é fruto de uma manobra política e nasceu
inviabilizado. A situação caótica do Estado é consequência de atrasos
com fornecedores de alimentos e medicamentos nos hospitais, alimentação e
material de manutenção nos presídios, de carros locados para as
polícias militar e civil, entre outros, que chegam a cinco meses,
comprometendo os cidadãos que precisam dos serviços e os empresários que
se dispuseram a vender ao Governo.
A ingovernabilidade em que vive o Tocantins, Marcelo Miranda já havia
demonstrado em sua campanha eleitoral. A eficiência da Justiça foi de
impedir que as ações do atual governo comprometam ainda mais a situação
do Estado.
O que assistimos é fruto de um desgoverno que vem se agravando com a
sanha de benevolências administrativamente irresponsáveis que marcam os
últimos dias do governo Sandoval Cardoso e que buscam inviabilizar a
próxima gestão.
Comissão de Transição"
Do Tocantins 247






