Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) tornou a cirurgia
bariátrica uma área de atuação da medicina. Com a medida, a cirurgia
bariátrica passa a ser formalmente ligada às áreas de cirurgia geral e
de cirurgia do aparelho digestivo e poderá ter uma residência
específica.
Anualmente são feitas cerca de 80 mil cirurgias desse tipo
no país. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Josemberg Campos, atualmente os médicos
fazem uma disciplina voltada para esta área durante a residência de
cirurgia geral ou de cirurgia no aparelho digestivo.
Com a mudança,
universidades poderão se habilitar para abrir uma residência específica
na área, com duração de dois anos, formando cirurgiões bariátricos.
Campos diz que, com o novo status, quatro universidades manifestaram o
interesse em abrir residência em cirurgia bariátrica.
Depois de criadas
as turmas, só poderão se matricular médicos que tenham formação nas
especialidades às quais a área está atrelada. “Antes era uma disciplina
da residência. Agora serão dois anos dedicados à cirurgia bariátrica,
com o estudo das técnicas, do pós-operatório e tudo o que envolve o
paciente obeso.
A obesidade é uma doença muito complexa e que envolve
outras doenças e, por isso, é necessário um profissional bem preparado”.
Os cerca de 400 cirurgiões membros da SBCBM receberão automaticamente o
título de especialistas na área.
Outros cirurgiões que fazem esse tipo
de procedimento poderão recorrer à Associação Médica Brasileira para
solicitar o título. É possível que, em 2016, o Brasil tenha residências
médicas na área. “No final nós teremos uma especialidade reconhecida, um
cirurgião bem formado, hospitais adequados, pacientes melhor tratados
e, assim, grandes benefícios para todos”, concluiu Campos.
A área de
reprodução assistida teve a mesma mudança de status da cirurgia
bariátrica e vai ficar atrelada à ginecologia e à obstetrícia.
Anualmente são feitas cerca de 25 mil fertilizações in vitro no país.






