O impasse com relação a desocupação das obras dos condomínios invadidos
na região sul de Palmas continua. As famílias afirmam que não têm para
onde ir e se recusam a deixar o local.
A ordem judicial que determinou a
saída dos invasores dos prédios na 1304 e 1306 Sul deveria ter sido executada pela Polícia Militar no início da manhã desta terça-feira (3), mas até o começo da tarde os ocupantes continuavam no local porque a PM não apareceu.
A corporação explicou que como percebeu que as famílias estão se
organizando para resistir, decidiu planejar uma ação mais ampla do que o
previsto inicialmente para garantir uma saída tranquila. A prefeitura
enviou ao local quatro caminhões para fazer a mudança de quem quisesse
sair pacificamente, mas poucas famílias concordaram em deixar os
apartamentos.
Obra está abandonada desde 2009 em Palmas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A medida da prefeitura foi criticada pela coordenadora do movimento
formado pelos ocupantes, Eliane Marinho. "Nós não temos para onde ir. De
que adianta tantos caminhões aqui para fazer a mudança? Para onde esse
povo vai? Para onde as mães de resguardo vão? As pessoas que estão
paralíticas? As pessoas que estão com câncer? Para onde a gente vai?",
questionou.
O procurador geral de Palmas, Publio Borges, disse que o transporte
será feito de volta para os locais de onde os invasores vieram. "Essas
pessoas obviamente não nasceram no final desse ano para cá, elas
retornarão aos seus locais de origem para se integrar a estes programas
habitacionais de forma objetiva e respeitando a cronologia."
No final da manhã desta terça-feira (3) as famílias realizaram um
protesto queimando pneus e sofás na entrada do local. Ainda não há data
prevista para que a ordem de desocupação seja cumprida.
Entenda o caso
As obras do conjunto habitacional invadido são da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) e estão paradas desde 2009. Em setembro de 2014 cerca de 500 famílias invadiram o local e ocuparam os apartamentos ainda em obras. Desde então a prefeitura busca na justiça uma ordem de desocupação.
As obras do conjunto habitacional invadido são da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) e estão paradas desde 2009. Em setembro de 2014 cerca de 500 famílias invadiram o local e ocuparam os apartamentos ainda em obras. Desde então a prefeitura busca na justiça uma ordem de desocupação.






