O fim das indicações políticas para os cargos de diretores nas
escolas públicas estaduais deve acontecer ainda neste ano. A Secretaria
de Educação e Cultura do Estado (Seduc) realizará eleições diretas para
diretor a partir do mês de setembro.
Segundo o secretário de Educação, Adão Francisco de Oliveira, o
processo de seleção de diretores envolverá etapas: a prova teórica e de
títulos, a definição de uma lista tríplice a ser votada pela comunidade
escolar e finalmente um curso preparatório de dois meses para o diretor
escolhido, na área de administração escolar.
"Queremos iniciar em setembro, para que em outubro esteja finalizado e
os meses de novembro e dezembro sejam de treinamento específico para
este profissional escolhido", afirmou o secretário ao T1 Notícias (leia aqui).
Ao deflagrar o processo, o secretário Adão Francisco mostra que tem
respaldo político do governador Marcelo Miranda (PMDB). Isso porque a
escolha dos diretores pela comunidades, apesar de democrática, é
polêmica. Medida já despertou a ira de políticos aliados do governador.
O
mais enfático deles foi o deputado estadual José Bonifácio (PR). No
início de fevereiro, ele subiu à tribuna da Assembleia Legislativa para
defender a indicação política de diretores. "Indiquei professoras que
vestiram a camisa do senhor Marcelo Miranda", disse Bonifácio, que
chegou a pedir a saída do secretário Adão Francisco do cargo (leia mais).
Além da eleição de diretores nas escolas, Adão Francisco anunciou a
revisão da grade curricular. "Vamos dar mais espaço a educação
ambiental, que é um conteúdo importante num estado como o Tocantins, à
Educação para o Patrimônio Cultural, Histórico e Arquitetônico, na área
do desporto à Capoeira, que é dança, é arte e é esporte e tem tudo a ver
com um estado de negros, de filhos de negros", afirmou.
O gestor criticou também o modelo de educação em tempo integral,
adotado pelas gestões dos ex-governadores Siqueira Campos (PSDB) e
Sandoval Cardoso (SD), que foi implantado pelo ex-secretário Danilo de
Melo.
Segundo Adão, as escolas precisam ter espaços adequados para que o
ensino se torne mais lúdico, agradável, interessante. "Não dá para
esperar que o aluno passe o dia inteiro sentado numa cadeira, estudando.
É preciso tornar a escola um ambiente mais interessante", defende.
A ideia é criar escolas de referência nas oito regiões do Estado.
"Lembrando que temos a escola da cidade, a escola do campo e a escola
indígena. São espaços diferenciados", comenta o secretário.
Tocantins 247






