A Assembleia Legislativa já tem dois blocos de oposição com seus
líderes indicados. O deputado Ricardo Ayres (PSB) é o líder do
bloco composto por PSB, PRTB, PSDB e DEM. Também fazem parte deste bloco
os deputados Júnior Evangelista (PRTB), o presidente Osires Damaso
(DEM) e Olyntho Neto (PSDB). Eles não puderam assumir a liderança por
terem cargos na Mesa Diretora na Casa.
Já o deputado Eduardo Siqueira Campos (PTB) foi escolhido para ser o
líder do bloco formado pelo PTB e PR. O bloco é formado pelos deputados
Mauro Carlesse (PTB), Luana Ribeiro (PR) e José Bonifácio (PR). Este
último compõe a base aliada do governador Marcelo Miranda (PMDB) e
demonstrou insatisfação em integrar o bloco oposicionista.
O terceiro bloco que fará oposição ao Palácio Araguaia é o
Solidariedade. O bloco é formado pelos deputados Amélio Cayres,
Wanderlei Barbosa, Jorge Frederico e Vilmar do Detran. A decisão sobre o
líder do bloco deve sair nesta quarta-feira, 4.
Na sessão dessa terça-feira, 3, a permanência ou não do deputado
Cleiton Cardoso (PSL) no bloco oposicionista liderado por Ricardo Ayres
gerou desentendimento entre os deputados. Cardoso pediu para sair do do
bloco e é um dos potenciais deputados que podem aumentar a base do
governo, atualmente composta por 10 parlamentares, que votaram no
candidato do governo à presidência da Casa, Eli Borges (Pros). Para os
adversários do Palácio Araguaia, o deputado não poderá compor outro
bloco, porque seu nome já tinha sido publicado no Diário da Assembleia.
Os oposicionistas garantem que essa interpretação do Regimento é a que
vai prevalecer.
Dessa forma, o nome de Cleiton não poderia ser contado pelo Palácio
para a formação de blocos. Assim, ao invés de três, já que, com o
parlamentar situação e oposição têm 12 membros, os governistas ficariam
com dois blocos. Assim, os oposicionistas dominariam a maioria das
comissões permanentes da Assembleia, sobretudo as duas principais,
Constituição e Justiça e a de Finanças, Tributação, Fiscalização e
Controle.
Segundo o blog do jornalista Cleber Toledo, os deputados da base
aliada avaliam que a oposição faz uma leitura deturpada do Regimento
Interno da Assembleia. Para eles, Cleiton pode perfeitamente compor
outro bloco.
Os situacionistas ainda afirmam que houve uma manobra
ilegal da oposição com duas publicações de uma mesma edição do Diário da
Assembleia: uma na manhã dessa segunda, com o bloco formado por PSB,
PRTB, PSDB, com o PSL e sem o DEM. À tarde veio outra edição incluindo o
DEM.
Os governistas defendem que oposição decidiu incluir o DEM quando
percebeu que perderia Cleiton Cardoso. Sem ele, não poderia ser formado o
bloco com três deputados - são necessários quatro parlamentares. Daí a
inclusão de Damaso para garantir número mínimo. Os palacianos avisam
que, se o nome de Cleiton não for considerado para formação do bloco,
vão judicializar a disputa.
Por esses conflitos políticos e jurídicos, a base do Palácio Araguaia
só publicará a formação de seus blocos na sexta-feira, 6, quando vencem
os cinco dias de prazo. Na base do Palácio estão PMDB, PT, PSD, Pros,
PP, PPS e PSL.
Mural do Tocantins\Tocantins 247






