
A execução das obras da BR-153, entre Goiás e Tocantins, estão
ameaçadas devido ao envolvimento da Galvão Engenharia na Operação Lava
Jato, da Polícia Federal (PF).
Projetos de infraestrutura e óleo e gás
de empresas ligada à operação que estão sob análise de técnicos do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) envolvem
financiamentos de até R$ 31,1 bilhões.
No caso da BR-153, o pedido de financiamento, de R$ 2,66 bilhões,
está no BNDES, mas ainda não saiu o empréstimo-ponte, crédito de curto
prazo que, como é natural nesse tipo de operação, é liberado na frente,
enquanto o empréstimo total é analisado.
A Galvão Engenharia, que venceu o leilão em maio do ano passado, tem
um diretor entre os presos na Lava Jato. No início de fevereiro, a
concessionária Galvão BR-153 enviou uma carta à Agência Nacional de
Transportes Terrestres (ANTT), alertando que, se o empréstimo-ponte não
for liberado até a próxima semana, será obrigada a interromper as obras e
demitir operários.
O Grupo Galvão informou que "aguarda liberação de linhas de crédito previstas em edital para dar sequência aos serviços".
O Grupo Galvão informou que "aguarda liberação de linhas de crédito previstas em edital para dar sequência aos serviços".
O rigor máximo é dedicado ao caso da Sete Brasil. O crédito foi
aprovado em janeiro do ano passado, mas não houve contratação. De acordo
com um profissional que assessora concessionárias de infraestrutura, o
BNDES não mudou exigências de garantia, já consideradas rígidas pelo
mercado, mas passou a exigir das empresas cartas com "declaração
anticorrupção".
A empresa afirma que desconhece envolvimento de seus negócios com ilícitos na Operação Lava Jato.
Tocantins 247






