
Especialistas na área de saúde estimam que serão necessários 93
bilhões de euros para erradicar totalmente a malária até 2030.
Entretanto, os fundos anualmente disponíveis são metade disso, de acordo
com dados divulgados hoje (21) pela campanha Roll Back Malaria
Partnership (RBM). O Dia Mundial da Malária será lembrado
em 25 de abril.
A RBM, composta, entre outros órgãos, pela OMS e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), alertou não só para os avanços na luta contra a doença, mas também para tudo que ainda precisa ser feito.
A RBM, composta, entre outros órgãos, pela OMS e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), alertou não só para os avanços na luta contra a doença, mas também para tudo que ainda precisa ser feito.
De acordo com os dados, atualmente
existem no mundo 2,3 milhões de pessoas com risco de contrair malária.
Estima-se que, em 2013, aproximadamente 198 milhões de pessoas tenham
contraído a doença, das quais 584 mil morreram, 90% delas na África.
Desde
o ano 2000, a incidência da malária registrou redução de 30% no mundo e
34% na África. Segundo a RBM, os 93 bilhões de euros necessários para
eliminar a doença até 2030 permitiriam salvar 12 milhões de vidas e
evitariam 3 milhões de casos e uma despesa global de 250 bilhões de
euros. Anualmente, a África deixa de ganhar 11
bilhões de euros em produtividade por causa da doença.
De acordo com a
RBM, em 2013, foram investidos no mundo 2.416 milhões de euros em
diversos programas e projetos para combater a doença. Para a RBM, o
montante estimado para que toda a população tenha acesso a métodos
preventivos e a tratamentos para curar a malária chega a 4,7 milhões de
euros. (Agência Brasil)






