
No fim do ano passado, em uma reunião na Granja do Torto com Rui
Falcão, Dilma Rousseff falou, pela enésima vez, cobras e lagartos de
João Vaccari Neto. Dilma nunca confiou em Vaccari e, naquela ocasião,
reforçou que, por ela, Vaccari devia ser imediatamente retirado da
Secretaria de Finanças do partido.
Preocupado com a veemência da
presidente, Rui Falcão argumentou que a defesa de Vaccari era, no fundo,
a defesa do partido – postura que Falcão mantém até hoje e que ficou
explícita na nota em defesa do tesoureiro divulgada à tarde.
Falcão fez,
em seguida, na mesma reunião, um apelo a Dilma. Pediu que ela evitasse
criticar Vaccari, mesmo que reservadamente, para que ele não se
enfraquecesse ainda mais. Até hoje de manhã, o apelo de Falcão foi
atendido. Após ser avisada por José Eduardo Cardozo da prisão de
Vaccari, Dilma reuniu os ministros do PT mais próximos a ela e orientou
qual seria a postura do governo, "Não quero uma frase em defesa do
Vaccari", decretou.
(Coluna Lauro Jardim)






