
Cenas de caminhões trafegando pelas avenidas de Palmas
são frequentes, principalmente nas vias que dão acesso à cidade. Quando
veículos pesados e longos como esses trafegam pelas rotatórias, o
trânsito fica praticamente parado e incomoda os demais motoristas. Para
tentar resolver o problema, um projeto para a viabilização de um anel
viário foi criado em 2009, mas apenas 1% foi concluído até este início
de abril, segundo a Prefeitura de Palmas.
O estudante de engenharia Rômulo Pereira, da Universidade Federal do Tocantins
(UFT), fez uma pesquisa sobre o fluxo de caminhões que trafega pela
capital. De acordo com os dados, os veículos correspondem a 10% da frota
diária. Desse total, 15% apenas atravessam a cidade, sem descarregar
nada. O percurso leva de 15 a 25 minutos em média, o que é suficiente
para atrapalhar parte do trânsito da capital.
O projeto do anel viário, uma das alternativas para desafogar o
trânsito, está parado na Secretaria Estadual de Infraestrutura porque
precisa passar por uma readequação técnica. A obra foi planejada para
ligar a TO-010, passando próximo ao lago, até a LO-13.
Conforme os dados da Prefeitura de Palmas, ainda faltam 99% para a
conclusão do projeto. Segundo a Caixa Econômica Federal, o contrato
assinado para a construção da obra é de um empréstimo que o governo fez
junto ao banco, e prevê uma verba R$ 102 milhões. A informação é de que o
montante faz parte do fundo de garantia do Estado. Desse valor, menos
de 2% foram pagos e a obra continua parada, sem previsão para ser
retomada.






