
O casal suspeito de adotar de forma ilegal
duas crianças gêmeas de dois meses, na cidade de Itapetinga, na região
sudoeste da Bahia, foi inocentado após a conclusão do inquérito
policial, que constatou que não houve crime na ação, de acordo com as
informações de Roberto Júnior, delegado titular, na manhã desta
sexta-feira (22), que investigou o caso.
"Eles agiram de boa fé. Com a autorização dos pais, o casal levou as
crianças para fazer um tratamento de pneumonia e problemas causados por
falta de higiene e alimentação inadequada em um hospítal particular de
Eunápolis", declarou ao G1.
Os bebês teriam sido levados para Eunápolis no dia 9 de maio. Na
segunda, 11, a Polícia Civil entrou em contato com o advogado do casal,
que entregou os bebês à Justiça.
O titular disse que o casal se apresentou com o advogado e que eles
comprovaram toda a documentação de liberação das crianças, autorizada
pelos pais biológicos. Além disso, a avó da criança havia ligado
solicitando apoio no tratamento.
"A ficha do hospital foi preenchida com o nomes dos pais biológicos e
com o endereço de Itapetinga. Assim que tiveram alta, as crianças foram
entregues pelo casal para a Vara da Infância e Juventude. Eles [casal]
são acostumados a fazer trabalhos filantrópicos", disse o delegado.
De acordo com a Vara da Infância e Juventude, as crianças permanecem
nesta sexta-feira (22) com a familia acolhedora. Segundo a Justiça, os
pais biológicos não têm condições psicológicas para continuar criando os
bebês. Os gêmeos ficarão com a família acolhedora até que a
investigação seja totalmente concluída.
Denúncia
Segundo o Conselho Tutelar de Itapetinga, as crianças seriam vendidas pelos pais biológicos a uma família de Eunápolis, no sul, por R$ 7 mil, após denúcia anônima. De acordo com o conselheiro Elias Sampaio, os pais dos bebês, que não tiveram os nomes divulgados, são suspeitos de maus-tratos às crianças e são apontados como usuários de drogas, disse, à época.
Segundo o Conselho Tutelar de Itapetinga, as crianças seriam vendidas pelos pais biológicos a uma família de Eunápolis, no sul, por R$ 7 mil, após denúcia anônima. De acordo com o conselheiro Elias Sampaio, os pais dos bebês, que não tiveram os nomes divulgados, são suspeitos de maus-tratos às crianças e são apontados como usuários de drogas, disse, à época.
Ainda segundo o Conselho Tutelar, os pais biológicos têm outros nove
filhos, mas viviam apenas com esses gêmeos. O Conselho não soube
informar o paradeiro das outras crianças do casal na ocasião. Os bebês,
uma menina e um menino, que nem chegaram a ser registrados naquela
época, inicialmente teriam sido levados para o aeroporto de Itapetinga,
de onde embarcaram para Eunápolis.
Ainda segundo o Conselho Tutelar, depois que a ação foi descoberta, a
mãe biológica acusou a avó materna das crianças de ter planejado a venda
das crianças e ter entregue os bebês à família do sul baiano.
A Justiça determinou que as crianças fossem levadas de volta para a
cidade natal e que os registros delas fossem providenciado. Após serem
entregues à Justiça de Itapetinga pelo casal, os bebês foram levados a
uma família acolhedora, enquanto aguardavam a Justiça a decidir o que
iria acontecer com eles.






