
Exorcismo é um dos assuntos que mais geram debates dentro da própria
igreja cristã. Católicos e evangélicos até creem que é possível que uma
pessoa seja possuída por espíritos maus, mas há quem duvide que isso de
fato aconteça.
Entre os cientistas as explicações sobre os casos são geralmente
ligadas a problemas psicológicos ou transtornos mentais como a
esquizofrenia.
Em uma matéria especial sobre o assunto no site TAB, no
UOL, o professor de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo),
Wellington Zangari, comenta como a ciência vê esses casos.
“Mesmo dentro do mundo científico e acadêmico, entre médicos e
psicólogos, há uma grande polêmica entre o diagnóstico diferencial”,
disse ele.
Os profissionais de saúde não sabem os limites entre o que pode estar
ligado ao mundo religioso e o que pode ser um problema neurológico ou
psicológico, por isso Zangari recomenda um diálogo entre saberes
diferentes diante desses casos.
“É importante dizer que nunca e jamais será papel da ciência nem
negar, nem afirmar a existência do mundo sobrenatural. Isso compete ao
ambiente religioso. Ao psicólogo, ao médico cabe justamente avaliar o
que está dentro das fronteiras da própria ciência”, afirma.
Para Zangari há um fenômeno neuropsicológico chamado de dissociação
que poderia explicar os casos de pessoas que falam e se movimentam sem
se dar conta do que estão fazendo.
O professor da USP diz que muitas das pessoas que apresentam
possessões demoníacas conhecem os rituais e se comportam como uma pessoa
supostamente possuída se comportaria.
“Nós temos que lembrar que aquele que recebe o tratamento [de
exorcismo], ele conhece as regras. Ele sabe como o demônio se
manifestaria, ele sabe o que espera dele durante um ritual de
exorcismo”, diz.
O alerta é para os casos que são psicológicos e que são tratados como
espirituais como os casos de esquizofrenia. Nesses casos o não
tratamento dessas psicoses pode ser altamente perigoso.






