
Após denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Crédito
do Estado do Tocantins (SINTEC-TO), em 2013, o Ministério Público do
Trabalho (MPT-TO), em Palmas, começou uma investigação contra o Banco
Itaú. Agora pede na Justiça do Trabalho a condenação por assédio moral
organizacional contra trabalhadores de quatro agências e multa de R$ 20
milhões. O caso corre em sigilo.
Além de denunciar ao Ministério Público situações de desvio de função
dos empregados, sobrecarga de trabalho, uma situação mais grave foi
relatada. Uma funcionária teria passado mal e abortado durante o
trabalho e não recebeu nenhuma ajuda. A mulher relatou que ficou
ensanguentada, guardou o feto num saco e só pode sair da agência quando
fechou a tesouraria para procurar assistência médica.
No dia seguinte retornou ao banco para passar informações sobre a sua
função para outro funcionário. Até o direito legal de ficar afastada
por 30 dias não foi cumprido. Segundo o depoimento da funcionária, o
chefe dela teria dito que não havia ninguém para substituí-la. Com medo
de perder o emprego, quatro dias depois retornou ao trabalho.
Depoimentos de outros funcionários confirmam o caso do aborto. A primeira audiência já está marcada para o dia 18 deste mês.
BANCO ITAÚ
O banco Itaú informa que está apurando os fatos para que possa
aplicar as penalidades funcionais, cíveis e trabalhistas. Explica que,
como as investigações do Ministério Público do Trabalho foram conduzidas
sob sigilo, só agora teve acesso aos documentos. E considera o fato
relatado “estarrecedor” porque “os mais fundamentais princípios da
organização e é inadmissível na nossa ética e cultura de respeito e
valorização dos profissionais”.
Do Tocantins247






