
Bill Gates
largou a universidade de Harvard um ano após entrar no curso superior,
em 1973. Seu colega no ensino médio, Paul Allen, o convenceu a fundar
uma empresa de software para computadores, fazendo-o largar uma das
universidades mais importantes do mundo para fundar uma certa Microsoft.
Gente como o megainvestidor Peter Thiel usa o exemplo de Gates para defender que estudantes larguem as universidades e partam para o mercado de trabalho.
O argumento deles é que o ensino superior deforma a maneira como as
pessoas pensam e são apenas uma perda de tempo para estudantes que
poderiam estar ganhando dinheiro e construindo grandes empresas sem um
curso superior.
Além de Gates, Mark Zuckerberg e Steve Jobs são outros exemplos de
pessoas que se deram melhor longe dos bancos da universidade.
Mas o próprio Bill Gates resolveu dar um pitaco nessa história. E sua opinião é surpreendente: "Não repitam o que eu fiz".
"Apesar de ter largado a faculdade e ter conseguido uma carreira na
indústria de software, ter um diploma é um caminho muito mais certeiro
para o sucesso", escreve Gates em seu blog.
"Pessoas com nível superior tem muito mais chances de encontrar um
emprego recompensador, ganhar maiores salário, e até, as pesquisas
mostram, ter vidas mais saudáveis do que quem não tem um diploma",
continua o fundador da Microsoft.
O post de Gates acompanha uma entrevista que ele fez com Cheryl Hyman,
coordenadora de uma rede de faculdades comunitárias em Chicago.
Hyman conseguiu aumentar o número de estudantes que terminavam a
faculdade, algo que, na visão de Gates, é o grande problema no ensino
americano atual.
"A questão não é que pouca gente está indo para a faculdade. O problema é que pouca gente está terminando ela", escreve.
Gabriel Garcia, de INFO Online






