
Um vídeo feito pelo então Superintendente de Igualdade Racial da
Prefeitura de Palmas, José Mamédio, causou tanta repercussão na
sociedade e nas redes sociais que o servidor acabou sendo exonerado. Na
gravação, ele convoca a população para participar da I Marcha da
Maconha, na capital.
Apesar da exoneração, Mamédio diz que não se
arrepende de ter publicado o vídeo, mas que se surpreendeu com tamanha
repercussão. "Agora estou livre para manifestar a favor das minorias",
argumenta. O vídeo, que pode ser visto acima, foi publicado na internet
na última quarta-feira (10) e no mesmo dia ele foi obrigado a deixar o
cargo.
O ex-superintendente contou que fez a gravação a pedido do movimento
que organiza a marcha. "O pessoal do movimento pediu para que eu
gravasse o vídeo, então o fiz. Desde a ditadura militar fui contra aos
que são contra os movimentos sociais, então não vejo problema algum
nisso".
Diário Oficial de Palmas
(Foto: Reprodução/Diário Oficial de Palmas)
No vídeo, de 17 segundos, ele convoca a população para participar do
movimento. "Não me arrependi. Convidei o pessoal para debater sobre o
tema. Ninguém é obrigado a ir".
Mamédio é a favor do uso medicinal da maconha e se defende falando que
há vários estudos sociológicos, antropológicos e psicológicos que
comprovam que o uso da substância para fins medicinais pode ajudar
inclusive a combater certos tipos de paralisias. "Não sou usuário,
apenas sou a favor da regulamentação da maconha para fins medicinais".
O ex-superintendente revela que não ficou "ofendido com a exoneração".
Por causa do vídeo, Mamédio afirma ter sido duramente criticado pelos
vereadores de Palmas. "Fui chamado de idiota e imbecil por vereadores,
pensei que iam me matar. Não vivo em uma sociedade hipócrita que não
enxerga a necessidade de se debater temas ligados as minorias, por isso o
Brasil não vai para frente", rebate.
O G1 entrou em contato com a Prefeitura de Palmas para pedir um posicionamento sobre o caso, mas até às 13h17 desta sexta-feira (12), nós não obtivemos resposta.






