
A presidente Dilma Rousseff aproveitou a reunião da coordenação
política de governo para sair em defesa do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Lula é alvo de investigação da Procuradoria da República
no Distrito Federal, que apura se ele praticou tráfico de influência em
favor da empreiteira Odebrecht. "Isso é um absurdo.
Não
tem a menor procedência", disse Dilma, conforme relato de dois
participantes da reunião. "Se fosse assim, Barack Obama, Angela Merkel e
o rei Juan Carlos, que defendem os interesses dos empresários dos seus
países, também seriam processados."
A suspeita do
Ministério Público é que Lula tenha obtido vantagens econômicas da
Odebrecht, ajudando a empreiteira a conseguir obras financiadas pelo
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em países
da África e da América Latina. Ele nega.
A defesa
enfática de Lula marca um gesto de reaproximação de Dilma, que viu sua
relação pessoal com o padrinho político estremecer em meio aos
desdobramentos da Operação Lava Jato, da deterioração dos indicadores
econômicos e da quebra abrupta de sua popularidade. (Notícias ao Minuto)






