
Cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual por causa do atentado contra um ônibus coletivo em maio deste ano, na capital. Segundo o MPE, a ordem para o crime partiu da Casa de Prisão Provisória de Palmas e teria ligação com a facção criminosa Comando Vermelho. A denúncia foi oferecida no dia 9 de julho.
Conforme o MPE, Samuel Victor Teixeira de Sousa Neto, Marlon Pereira de Sousa Barbosa e Nataniel Silva de Oliveira atearam fogo em um ônibus no dia 14 de maio, na avenida Theotônio Segurado, após renderem o motorista com arma de fogo e obrigarem os passageiros a descer do veículo.
Ainda segundo o Ministério Público, para apurar a presença de organizações criminosas de outros estados no Tocantinsa Polícia Civil realizou a operação Canário. Com isso, ficou confirmado que a ordem para o atentado partiu da CPP de Palmas, a mando de Ricardo José Gonçalves, Nataniel Silva de Oliveira e Werlison da Silva Martins, supostamente membros da organização criminosa denominada Comando Vermelho.
De acordo com o promotor de Justiça André Ramos Varanda, a autoria do crime foi comprovada após depoimentos e análise de um bilhete, escrito à mão, deixado pelos dois supostos mandantes do incêndio. Todos os acusados já se encontram recolhidos na CPP de Palmas.
Os cinco suspeitos foram acusados por causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outros, além de integrarem e participarem de organização criminosa. Ainda segundo o MPE, as penas podem variar entre três e 15 anos de prisão.
Incêndios
Em Palmas, três ataques a ônibus foram registrados no mês de março deste ano, em um único fim de semana. O primeiro na região norte da cidade. O segundo na TO-050, perto de Taquaralto. O terceiro ônibus foi atingido com cinco tiros porque o motorista não obedeceu a ordem de parada dos criminosos.
Também foram registrados ataques a ônibus em Araguaína, onde três veículos foram queimados em uma mesma noite.
G1 TO






