
Aproximadamente R$ 7 milhões em FGTS foram sonegados por empregadores do Tocantins, segundo dados extraídos do Sistema Federal de Inspeção do Trabalho, o que foi descoberto através de fiscalizações realizadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, de janeiro a junho deste ano.
De acordo com a auditora fiscal do trabalho, Maria Coelho Magalhães, esses recursos vão diretamente para a conta do trabalhador e não podem deixar de serem pagos. "Os valores do FGTS possuem um significado especial para a pessoa que é empregada, pois esses recursos vão diretamente para a conta do trabalhador", explica.
No período das fiscalizações, 1.471 autos de infração foram entregues aos empregadores que desrespeitaram a legislação trabalhista. Além disso, R$ 1.516.790,40 em multas foram aplicadas após constatação de irregularidades e tramitação dos processos de imposição das sanções previstas em lei.
Em todo o estado, foram identificados ainda, 2.022 empregados trabalhando sem nenhum tipo de formalização, sendo a falta desse registro o principal motivo para a aplicação das multas.
Segundo o vice presidente da Delegacia Sindical dos Auditores Fiscais do Trabalho do Tocantins, Felipe Póvoa Araújo, o número de prossionais dificulta as ficalizações porque a demanda do estado é muito grande. "Desde o ano passado, o Tocantins perdeu 40% da sua força de fiscalização com a saída de auditores fiscais. A falta deles é prejudicial à população, que busca diariamente o Ministério do Trabalho visando garantir seus direitos básicos e muitas vezes não têm seus pleitos atendidos por falta desse profissional", ressalta.
O órgão disse que as fiscalizações continuarão ao longo do ano e que os trabalhados serão intensificados para que não ocorra mais este tipo de infração.
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