
"O sol voltou, a praia está maravilhosa, mas está tudo caro", diz
Nívea, que aproveitou a chegada da primavera para pegar uma praia em
Salvador. E ela não está sozinha na reclamação. Mesmo ainda estando na
baixa estação, os preços dos produtos vendidos na orla da capital baiana
não estão agradando aso banhistas.
O conferente Paulo Brito conta que precisou se planejar para poder ir à
praia com a família.
"[Tive que] juntar umas duas semanas, para trazer
no mínimo R$ 100 e poder suprir as necessidades da criança, e a nossa
também, porque a gente também tem que ter um lazer" afirma.
Fazendo um giro pelas praias de Salvador,
constatou-se que os preços não variam muito: a garrafa de água custa em
média R$ 3, o coco está R$ 4, a cerveja é R$ 2,50 a lata e R$ 6 o
latão, enquanto o refrigerante em lata custa R$ 2,50. Praa comer um
acarajé ou um abará, o banhista tem que pagar R$ 5, e se quiser
adicionar camarão, o preço vai para R$ 7. Se uma com quatro pessoas
consumir duas garrafas de águas, quatro latões de cerveja, dois
refrigerantes, um coco e três acarajés, vai precisar desembolsar no
mínimo R$ 53.
Tem gente que, para economizar, recorre à pechincha. "A minha amiga,
que é administradora e negociante, conseguiu dois cocos por R$ 6, aí eu
tomei. Caso contrário eu não pagaria R$ 4 (por coco)", diz a dona de
casa Marisa de Freitas.
Outra alternativa é levar de casa os produtos que serão consumidos na
praia. "Sai pela metade do preço", garante a recepcionista Cristiane da
Rocha. "A gente compra, bota para gelar em casa, traz no isopor e sai
muito mais barato", diz.
Quem não gosta muito dessa ideia são os barraqueiros. As vendas já
caíram, e com o pessoal deixando de consumir nas barracas, a expectativa
dos vendedores não é boa para a alta estação. "A cerveja subiu muito, o
coco subiu, subiu tudo. Ruim já está, e se aumentar vai ficar pior
ainda", afirma o ambulante Jailson Gonçalves.






