
Projeto atende pedidos dos vereadores da Capital e foi apresentado
neste sábado na própria Ceasa a vereadores, secretários municipais e
estaduais, com a presença da Ministra Kátia Abreu.
De uma movimentação atual de R$ 18 milhões/ano a Ceasa de Palmas
poderá elevar sua comercialização para R$ 80 milhões/ano após a
implantação do Projeto Ceasa, apresentado neste sábado aos vereadores da
Capital e à ministra da Agricultura, senadora Kátia Abreu.
O projeto
será viabilizado pela Ministra após pedido feito por todos os vereadores
durante a apresentação do Matopiba em Palmas, tendo já garantidos por
Kátia Abreu recursos da ordem de R$ 15 milhões para a sua execução,
sendo R$ 12 milhões para a implantação de estrutura numa área de 63 mil
m2 (contra os atuais 3 mil m2 de área construída), na região de
Taquaralto e outros R$ 3 milhões para assistência técnica. A Ministra
disse neste sábado que a intenção é deixar a Ceasa Palmas administrada
numa parceria público privada e formalizada dentro do que regulamenta o
Plano Nacional de Abastecimento.
Participaram da demonstração na manhã deste sábado, além da ministra
Kátia Abreu, o secretário de Agricultura do Estado, Clemente de Barros,
presidente Ruraltins, Pedro Dias, secretários municipais,
superintendente da Conab, Jalbas Manduca e a maioria dos vereadores de
Palmas.
A Ceasa Palmas será implantada com a mesma tecnologia da Ceagesp
(maior entreposto da América latina), com a instalação de uma
plataforma semelhante à das bolsas de valores. De acordo com a ministra
Kátia Abreu, a Ceasa de Palmas atenderá toda a região do Matopiba e será
agregada ao programa de assistência técnica do Ministério da
Agricultura, com o treinamento de mil produtores de Palmas e região.
“O produtor vai produzir com a certeza de que seu produto será
comprado e o comprador tem que ter a certeza de que vai encontrar o
produto que precisa na Ceasa Palmas “, falou Kátia Abreu, defendendo que
a Ceasa deve criar condições para adquirir produtos que faltem no
sentido de não deixar o comprador sem o que deseja, a exemplo do mesmo
método aplicado na Ceagesp, em São Paulo.
A Ministra destacou ainda no projeto a possibilidade de
comercialização do peixe produzido no Tocantins. Para ela, a Ceasa
Palmas tem condições de se tornar centro referência no Brasil neste
setor. Ela sublinhou a necessidade de incorporar a iniciativa os
produtores do Projeto São João (Porto Nacional) e outros num raio de 50
km da Capital, área delimitada para a extensão rural do MA, cujo
levantamento de demanda defendido é na forma porteira a porteira. Ou
seja, pesquisada demanda de porta em porta.
Além da produção de peixe e de frutas, a Ministra destacou a produção
de banana. No Projeto Manoel Alves (Sudeste do Estado) a produção está
sendo comercializada com a Argentina. A produção comercializada na Ceasa
Palmas pode atender o mercado do Matopiba e também o Sul do Pará, onde
só a região de Marabá é formada por 39 municípios que tem demanda para
comercialização da banana. “Com a Ceasa Palmas vamos vender nossos
produtos para fora do Estado, disse a Ministra.
Uma outra inovação na Ceasa Palmas será o banco de alimentos. Segundo
o gerente da Ceasa Palmas, Jackson Santos, as frutas e peixes recebidos
de atacadistas que não tiverem a qualidade exigida pelo mercado, serão
transformados em postas, com a mesma qualidade nutricional, e entregues a
entidades assistenciais cadastradas, além de serem utilizadas na
merenda escolar.
Embrapa Pesca e Aquicultura – A ministra Kátia Abreu conheceu ainda
na manhã deste sábado, junto com o coordenador regional na Embrapa,
Carlos Magno e superintendente da Conab, Jalbas Manduca, as obras de
construção do Projeto Embrapa Pesca e Aquicultura, na região Norte de
Palmas. A sede do Projeto está sendo construída numa área de 85,2 mil
m2, sendo mais de 6.500 m2 de área construída. São 14 laboratórios com
capacidade para abrigar 108 pesquisadores.
Com a implantação do projeto, os produtores de peixe do Tocantins
terão recursos científicos para aumentar sua produção, hoje estimada em
15 mil toneladas/ano, podendo alcançar a 50 mil toneladas/ano até 2018. A
Ministra defendeu que a produção de peixe também seja incluída na
merenda escolar, o que aumentaria os ganhos dos produtores,
incentivando-os a produzirem mais.
Jogos Mundiais Indígenas – Ainda na manhã deste sábado, a ministra
Kátia Abreu conheceu de perto as instalações do centro olímpio que
abrigará os Jogos Mundiais Indígenas na próxima semana.
Acompanhada de
secretários municipais e vereadores e o coordenador dos jogos, Marcos
Terena, a Ministra foi informada do andamento de instalação da
infraestrutura e da realização dos jogos. A Ministra Kátia Abreu
conseguiu viabilizar R$ 10 milhões para a realização dos jogos.tocantins24h






