
O grupo extremista Estado Islâmico (EI) é conhecido por seus vídeos
de execuções e barbarismos postados na internet. Mas esta semana fugiu
do que costuma fazer e publicou uma mensagem que visa desafiar
frontalmente Israel. Um homem encapuzado e empunhando um rifle fala em
hebraico, trazendo uma longa ameaça, com mais de 15 minutos.
Mesmo
enfraquecido após a sucessão de ataques aéreos bem-sucedidos da Rússia,
o EI parece ter voltado sua ira para al Quds [a Santa], nome pelo qual
os árabes chamam Jerusalém.
O motivo é a disputa pelo monte do Templo,
onde ficam as mesquitas de Al Aqsa e de Omar. “Vamos
entrar Al Aqsa como conquistadores e nossos carros-bomba atacarão as
muralhas dos judeus”, diz o terrorista no vídeo. “Moradores de
Jerusalém, não temos jatos nem helicópteros para bombardear o exército
judeu, mas nós prometemos que em breve vocês vão sentir nossa forçar”.
No
final do vídeo, outro homem aparece dizendo: “Esta é uma mensagem séria
e importante para todos os judeus, o maior inimigo dos muçulmanos”.
Especialistas acreditam que o homem que fala hebraico deva ser um
palestino que estudou em Israel. “Todos os judeus
conquistaram a terra dos muçulmanos, mas a verdadeira guerra ainda não
começou.
Tudo o que ocorreu antes parecerá brincadeira de criança em
comparação com o que vai acontecer com vocês em um futuro próximo, se
Alá quiser”, afirma o vídeo. Chama atenção o fato
desse ser o primeiro vídeo falado em hebraico, mostrando que eles querem
que os judeus ouçam e entendam. O aviso é claro: “Iremos cobrar dez
vezes mais todos os seus crimes e garantimos que em breve não haverá um
único judeu em Jerusalém e em todo o país. Iremos erradicar esta doença
do mundo.”
De acordo com um relatório recente sobre
terrorismo, feito pelo Instituto de Pesquisa de Mídia do Oriente Médio, o
Estado Islâmico tem feito uma séria campanha na internet, apoiando os
recentes ataques terroristas em Israel e encorajando os palestinos a
realizar outros.
O governo de Israel está atento a essa
ligação do EI com outras facções terroristas como o Hamas e o Hezbollah,
antigos inimigos dos judeus. A bravata dos extremistas lembra o
episódio onde Golias, maior guerreiro dos filisteus, ameaçava derrotar o
exército judeu. Contudo, foi vencido pelo jovem guerreiro Davi, que
mais tarde se tornaria rei. Os palestinos afirmam ser descendentes dos
filisteus.
Estado Islâmico já está em Israel: Recentemente
o Shin Bet, serviço secreto de Israel prendeu cerca de 20 árabes
israelenses que estavam divulgando os ideais do Estado Islâmico no país.
O governo acompanha o alistamento de pelo menos três soldados do EI
nascidos em Israel que estão lutando na Síria.
No ano passado, foguetes foram lançados de Gaza contra Israel durante a guerra. Bandeiras com símbolos do EI foram vistas no Monte do Templo em Jerusalém, indicando sua forte ligação com os palestinos.
Em
junho, um vídeo do grupo extremista, mostra o lançamento de um ataque a
partir da Faixa de Gaza contra o povo israelense. Movimentações
militares nas Colinas de Golan, que marcam a fronteira do norte de
Israel com o sul da Síria – dominada pelo EI – mostram que extremistas
estão acampados a poucos quilômetros da fronteira.
Na
mesma época, foi distribuído em Jerusalém um panfleto com o símbolo do
Estado Islâmico. O material escrito em árabe foi espalhado na porção
oriental da cidade, reivindicada pela Autoridade Palestina como sua
capital. A mensagem dizia que todos os cristãos árabes vivendo ali
deveriam sair ou seriam mortos. Com informações de Jerusalém Post






