
Os moradores de Porto Nacional se mobilizaram na manhã de domingo, 25, para protestar contra o aumento da violência no município. Vestidas de branco e empunhando faixas, centenas de pessoas percorreram o trecho entre a Praça do Centenário, no Centro da cidade, até o cemitério, no Setor Vila Nova. Chamada de “Caminhada pela Paz”, o ato foi motivado pela morte de Dimas Araújo Rocha, 65 anos, durante assalto ao cartório que trabalhava.
O deputado estadual Ricardo Ayres (PSB) participou da mobilização. O pessebista é responsável por apresentar requerimentos pedindo a criação de um grupo especial de segurança em Porto Nacional e do Fundo Estadual de Segurança Pública. “A comunidade e as autoridades precisam se unir na luta contra esta onda crescente de violência que amedronta a nossa cidade, bem como o Estado”, disse o parlamenar, que na ocasião, estava acompanhado da esposa, Flávia Teixeira Halum Ayres.
Violência
A morte de Dimas Araújo Rocha no dia 19 colocou teria colocado em evidência o crescimento da violência no município. Conforme a equipe de comunicação do deputado Ricardo Ayres, os moradores alegam que Porto Nacional conta com três viaturas. “Só ontem [sábado, 24] soubemos de três ocorrências na cidade, com tiros e uma pessoa teria morrido”, disse a professora universitária, Vera Lúcia Aires Gomes Silva, cunhada de Rocha. “Estamos conclamando as nossas autoridades para que reforcem o nosso policiamento, que nossos policiais tenham armamento e estrutura material para que possam ir atrás desses bandidos que continuam soltos. Estamos pedindo socorro”, reforçou.
A esposa da vítima, Tânia Maria Aires Gomes Rocha, demonstrou na ocasião a crescente sensação de insegurança vivida pela comunidade. “Já vivíamos uma grande sensação de insegurança que só fez aumentar com a perda do Dimas, uma pessoa simples, do bem, que tinha uma grande envergadura moral, agora queremos ao menos a justiça, não apenas por ele, mas também pela comunidade de Porto Nacional.”
O servidor público estadual, Nélio da Silva Brito, parente da vítima, ressalta que Rocha é mais um portuense que entrou para a estatística da violência no município. “Hoje é a nossa família que sofre, amanhã poderá ser outra família por conta desta violência que impera no município, por isso todos temos que dar as mãos, comunidade e autoridades, porque embora não seja um problema só local, precisamos começar a fazer a diferença ao menos através da nossa localidade”, reforçou.
Cléber Toledo






