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Ministério suspeita que febre zika tem ligação com casos de paralisia

Preocupado com os casos de Febre do Vírus Zika, o Ministério da Saúde vai discutir com autoridades sanitárias dos Estados e médicos especialistas uma estratégia para enfrentar e tratar a doença no País. Embora não haja registros de complicações graves ou mortes, há fortes suspeitas da associação entre a infecção, conhecida como prima da dengue, e a Síndrome Guillain-Barré, que provoca paralisia progressiva, iniciando pelos membros inferiores e podendo chegar ao pulmão. "Houve um aumento importante nos casos dessa síndrome em Estados do Nordeste", afirmou o diretor da Divisão de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch. 


O fenômeno coincidiu com a elevação dos casos de Zika. Equipes de vigilância tentam agora comprovar a correlação entre as duas doenças. 

Os pacientes no Nordeste com a síndrome começaram a apresentar os sintomas cerca de duas semanas depois de manifestar um quadro semelhante ao da Zika: febre baixa, dores de cabeça, nos punhos e tornozelos, além de manchas pelo corpo. "No caso da síndrome, o tratamento é mais delicado: exige internação e pode durar períodos longos", contou o diretor. A síndrome ocorre geralmente em pacientes que apresentaram infecções. "Pode acontecer até com um vírus da gripe", disse. Depois de infecções agudas, aparentemente o organismo deixa de reconhecer as próprias células e passa a atacá-las. 

Os primeiros sintomas da síndrome são fraqueza e dormência. Se a paralisia chega aos pulmões, é necessário usar respiradores. Essas reações, no entanto, são muito raras. "Foi isso que despertou a atenção. O problema, que era esporádico, começou a se tornar um pouco mais frequente", completou Maierovitch. A correlação entre o Zikavírus e a síndrome de Guillain-Barré já foi identificada em outros países que apresentam também a circulação simultânea do vírus da dengue. Na Micronésia, na Oceania, por exemplo, o número de casos da síndrome saltou de 5 para 20 durante um surto de Zika. 

Na Bahia, foram pelo menos 76 casos suspeitos de Guillain-Barré e, em Pernambuco, 64. Além de protocolo para tratamento da doença, o Ministério quer alertar Estados para a necessidade de hospitais estarem atentos para um eventual aumento de demanda no atendimento. Entre as preocupações estão a rápida identificação e o encaminhamento para o tratamento. Uma reunião com coordenadores de Estados e com especialistas deve ser realizada até o início de novembro.
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