
Os trabalhadores em educação da Capital se reúnem em assembleia na manhã desta terça-feira, 13, para deliberar sobre a continuidade ou não greve da categoria. A nova audiência foi marcada pelo sindicato da categoria (Sintet) após a Justiça determinar a suspensão da mobilização, sob pena de multa e corte nos vencimentos. A entidade ainda não recorreu por não ter sido notificada da decisão.
O presidente do Sintet de Palmas, Joelson Pereira, questionou a demora do Judiciário em acionar o sindicato. “Ainda não fomos notificados pela Justiça, o que nos causa estranheza, a agilidade em suspender a greve, mas a morosidade em notificar”, disse o representante, se referindo à sentença da desembargadora Jacqueline Adorno, que foi proferida um dia após o início do movimento paredista da categoria.
Joelson Pereira ainda não deixou de criticar o prefeito Carlos Amastha (PSB) e o titular da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Danilo de Melo. Conforme o sindicalista, os gestores ameaçam os trabalhadores com corte de ponto e tentam jogar os pais de alunos contra a categoria. “Estão tocando o terror, usando o que há de mais sujo na propaganda para amedrontar os professores”, disse o presidente, referindo-se ao comunidado da prefeitura veiculado nas redes de televisão.
De acordo com o representante dos trabalhadores em educação, a Prefeitura de Palmas ainda não buscou o diálogo com a categoria e ainda não enviou qualquer proposta ao sindicato. “Repudiamos a atitude do prefeito Carlos Amashta e do secretário Danilo de Melo por não querer negociar com a classe”, finalizou.
Histórico
A greve dos professores da rede municipal de ensino teve início na quarta-feira, 7. A lista de reivindicações da categoria é extensa, indo da climatização das salas até a retirada de projeto de lei que altera o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da categoria. A pauta do sindicato também prevê o cumprimento integral do PCCR, com destaque ao pagamento das progressões e titularidades, eleição para diretor e o fim da meritocracia.
A categoria ainda requer a revogação do projeto “Salas Integradas”, que teria substituído dois dos três professores que ministravam nas salas dos centros de educação infantil (CMEIs) por monitores. Conforme o sindicato, o programa promove a precarização do ensino público. Ainda é reivindicado: a destinação de 30% do orçamento para a rede municipal de ensino, reajuste a partir do custo-aluno, revisão da modulação e pagamento do abono de um terço de férias.
Paço
Apenas um dia após o início da greve, a Prefeitura de Palmas já obteve a liminar que determina a suspensão do movimento e regulou desconto nos vencimentos em caso de descumprimento. A decisão ainda prevê multa de R$ 1 mil por dia.
Acionado pelo CT, a Secretaria de Educação de Palmas (Semed) garante que das nove pautas apresentadas pelos grevistas, seis já foram atendidas. A pasta ainda garantiu que está aberta ao diálogo com os professores, e cita que já convidou representantes do Sintet para uma reunião, mas ninguém compareceu.
Cléber Toledo






