
Os pacientes internados no Hospital Geral de Palmas (HGP) estão desde a semana passada sem conseguir realizar exames de tomografia. A informação é das famílias desses pacientes. Segundo os relatos, a direção da unidade teria dito que o tomógrafo está quebrado. Uma das pessoas que necessita desse exame é o aposentado Damião Tiburcio da Silva. Ele deu entrada no HGP na última terça-feira (6), depois de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A neta de Silva, a empresária Ozeli Leal da Silva Bonfim, diz que o idoso não recebeu o atendimento adequado.

"Ele precisa de uma tomografia para saber sobre o quadro do AVC, se é hemorrágico. Então, para os médicos cuidarem melhor dele, ele precisa desse exame. Desde segunda-feira (5) que esse tomógrafo está estragado. Eles me falam que o aparelho está em manutenção. Vou lá e nada de arrumar. Eu quero que eles resolvam isso. Resolvam o problema do tomógrafo ou façam a transferência do meu avô para outro hospital, para que ele possa fazer a tomografia. Porque se o único hospital público de Palmas está com a máquina quebrada, eles têm que transferir ele a um lugar para fazer o exame."
Ozeli diz que a família ainda não recebeu autorização para transferir o idoso. Além disso, ela reclama da forma como o avô foi atendido na unidade. "Eu cheguei com meu avô às 22h e ele dormiu a noite toda em uma maca sem colchão. Uma pessoa de 85 anos passar a noite toda no hospital, em uma maca sem colchão, com começo de AVC, é um absurdo!"
Outro neto de Silva, Clewton Bonfim de Oliveira, conta que o avô pegou uma infecção hospitalar depois que foi internado. Agora os parentes temem que a situação piore, caso o idoso não seja transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
"Meu medo é porque me avô já pegou uma infecção e o perigo é que ele saia morto daqui. Não tem condição. Eu trouxe ele na terça-feira, eu cheguei com ele andando, e depois que coloquei ele numa maca ele não abriu mais os olhos. Levaram para a sala vermelha e está esse dilema. Não tem informação. A gente vem fazer meia hora de visita e queremos um laudo, que o médico fale alguma coisa, mas o profissional não se encontra."
A auxiliar de serviços gerais, Maria do Bonfim da Silva também reclama da demora do atendimento no hospital. O pai dela, João Martins Ramos da Silva, de 70 anos, foi internado na sexta-feira (9), depois de sofrer um acidente de trânsito. Ele também precisa fazer uma tomografia. Mas segundo ela, o hospital não tem uma resposta para a realização do exame.
"A única coisa que eles falaram para mim foi que a máquina está quebrada e que não tem outra solução. Pediram que eu tentasse esperar até terça-feira (13), mas lógico que até lá não estará arrumada, com certeza."
E para quem precisa do serviço, o sentimento é de revolta pela falta de atenção do hospital. "Eles não dão atenção. A gente pergunta as coisas para eles e primeiro falam uma coisa, depois outra. Às vezes chegam até a bater a porta na cara da gente, que eu já vi. Somos todos filhos de Deus, somos seres humanos. A gente está aqui não de brincadeira, mas porque precisamos", enfatiza.
A TV Anhanguera pediu uma resposta para a Secretaria de Estado da Saúde, mas até a publicação desta reportagem a solicitação não havia sido atendida.
Do G1 TO, com TV Anhanguera






