
A humanização do trânsito em detrimento à indústria da multa foi defendida pelo vereador Joaquim Maia (PV) na sessão da Câmara Municipal de Palmas nesta quarta-feira, 17.
Para o vereador, a prioridade da gestão tem sido a fiscalização excessiva, que tem enchido os cofres públicos com dinheiro proveniente das multas, em vez de “se colocar o ser humano à frente das ações quando se trata do trânsito”.
Maia destacou que as multas renderam R$ 4,8 milhões ao município em 2015 e que a previsão para este ano, com a implantação dos inúmeros radares nas avenidas de Palmas, é de um acréscimo deste valor em torno de 60%.
Em vez de “apertar a população em cima das multas”, o vereador cobrou ações de educação para o trânsito que prepare o cidadão, por exemplo, para o uso das ciclofaixas que foram instaladas no ano passado mas que até hoje os condutores de veículos não conhecem a sua finalidade.
O líder do prefeito na Câmara, vereador Folha Filho (PTN) discordou de Maia e afirmou que a fiscalização eletrônica tem sido fundamental para conter os motoristas imprudentes.
Júnior Geo (PROS) entrou na discussão. Também contrário à aplicação excessiva das multas, questionou o gasto de dinheiro público com o aluguel de painéis eletrônicos ao custo de R$ 9 mil ao mês e que, na opinião do vereador, não contribuem em nada com a redução de acidentes e com a educação no trânsito.
Duplicação de avenidas
A violência no trânsito também tem preocupado o vereador Claudemir Portugal(PPS). O parlamentar falou sobre a necessidade urgente de duplicação da avenida Teotônio Segurado no sentido Sul, na região dos Aureny’s.
Lembrou que acidentes ocorrem constantemente na avenida, especialmente no percurso de grande movimento entre o setor Bertavile e a entrada para o aeroporto, em muito causados pelo estreitamento das pistas.
O vereador Carlos Braga (PMDB) concordou com Portugal. “Hoje realmente é um perigo lá”, disse, defendendo também a duplicação da avenida NS10.
Dinheiro da merenda sumiu
Já para o vereador Lúcio Campelo (PR), o questionamento do dia é quanto ao destino do dinheiro que sobrou da merenda escolar em 2014. Com base em documento do Conselho Municipal de Alimentação Escolar, Campelo explicou que a prefeitura fechou o ano de 2015 com déficit de R$1,5 milhão para a merenda escolar, o que significa que o dinheiro do superávit de 2014, no valor de R$ 2,6 milhões, não foi repassado às escolas para a compra do lanche dos alunos.
O parlamentar considerou o desajuste das contas da merenda e um “buraco que o prefeito não consegue tapar”. “Isso marca a vida e a alma das crianças que estão deixando de receber alimentação adequada nas escolas”, completou, afirmando que os alunos estão alimentando-se basicamente apenas com cuscuz e leite nas escolas.






