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REDES SOCIAIS E APLICATIVO AJUDAM A CRIAR CLUBE COM 20 MIL MÃES

Há dois anos, um grupo de oito amigas na Bahia, que são mães, criou um grupo de bate-papo pelo celular exclusivamente para falar dos rebentos. De lá para cá, a "turma virtual" cresceu, tomando proporções inesperadas e virou o Clube Mãe Coruja, com mais de 600 associadas e perfis com milhares de seguidores em redes sociais. O clube é dirigido pelas administradoras Larissa Queiroz e Pollyana Serra, além da enfermeira Milena Pinheiro. 

Com o slogan "transformar o mundo com amor é o que nos motiva", elas têm como objetivo valorizar a união das famílias e a educação dos filhos.Larissa Queiroz conta que, inicialmente, eram apenas as oito amigas no grupo, que foram convidando outras, até que atingisse o número máximo permitido pelo aplicativo no celular. "Então, nos demos conta de como aquela ferramenta ajudava tanta gente", afirma. Como já havia uma espécie de lista para entrar, foi criado um grupo fechado no Facebook, que está com mais de 3.700 participantes.

Elas trocam informações, tiram dúvidas e dão dicas. "A gente fala de qualquer coisa que tenha a ver com maternidade. Indica estabelecimento que está vendendo fralda mais barata, bons médicos, compartilha experiências sobre comportamento infanto-juvenil", enumera Larissa. Ela detalha que os assuntos mais abordados ultimamente são prevenção da H1N1 e alimentação saudável. Além do grupo privado, foi criada uma fan page no Facebook, um site e um perfil no Instagram. No total, são cerca de 20 mil seguidores de vários lugares. 

Os grupos do aplicativo ficaram restritos às associadas, que já são mais de 600. Pagando R$30 por ano, a mãe recebe uma carteira de sócia e, assim, obtém descontos em 40 empresas parceiras, entre elas cursos de idiomas, clínicas, academias, lojas. Larissa ressalta que nenhuma mãe precisa pagar para participar do grupo, apenas pela carteira. Larissa Queiroz é administradora por formação, porém, há quatro anos largou a carreira profissional para se dedicar aos filhos: Maria Luiza, de 5 anos, e João Pedro de 3. "Minha ideia era estar mais perto deles nessa fase em que são muito pequenos e depois voltar a trabalhar. Só que hoje meu trabalho é cuidar do Mãe Coruja", conta. 

O clube não atua somente no ambiente digital. As integrantes se encontram, no mínimo, uma vez por mês para ações beneficentes, momentos de oração ou de lazer, que unem pais e filhos. "Arrecadamos donativos, como alimentos e brinquedos para instituições; fazemos mutirão de doação de leite materno para o banco de leite, mobilizando as integrantes", cita.
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