
O Movimento de União dos Servidores Públicos Civis e Militares do Estado (Musme) foi lançado nesta quarta-feira, 25, com a presença de 41 entidades classistas. A primeira pauta do grupo será o pagamento dos retroativos da data-base do ano passado, bem como a incorporação do índice deste ano. Ainda sem proposta do governo sobre as questões, as entidades que compõem o Musme já marcaram assembleia para o dia 11 de junho.
A convocação das assembleias gerais das entidades como primeira ação da Musme, deve-se ao “insucesso da negociação e do diálogo com o governo”, conforme defendeu Cinthia Paula de Lima, membro da comissão organizadora do Musme e presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepol).Também integram a Comissão: Gustavo Menezes, do Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Tocantins (Sindsemp) e o capitão da reserva, Raimundo Sulino, representante da Associação dos Militares da Reserva (Asmir).
Raimundo Sulino enfatizou a importância da participação dos militares. “Também somos servidores e também estamos preocupados com a situação da nossa data-base. Queremos tão somente o cumprimento da lei”, pontuou. Gustavo Menezes fez coro ao discurso de Cinthia Paula. “O governo nas reuniões somente apresentou propostas que frustraram os servidores. O servidor pode aguardar que até o dia 11 de junho, ele será convocado pelo seu sindicato”, garantiu.
Em seu pronunciamento, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Tocantins (Sisepe), Cleiton Pinheiro, reforçou o engajamento da entidade que representa nas pautas defendidas pelo Musme e disse que sua base está pronta para as mobilizações. “O Sisepe sempre dará total apoio às iniciativas que busquem garantir e ampliar os direitos dos servidores públicos. E para que a nossa data-base seja paga, vamos até o fim. Estamos prontos para a batalha, estamos prontos para a mobilização”, argumentou.
“O lançamento do Musme é um marco no movimento sindical e viabiliza melhores estratégias, unindo ideias, fortalecendo a luta sindical em prol do reconhecimento dos direitos e cumprimento da lei. Lei foi feita para ser cumprida. Precisamos despertar o servidor para que ele se sinta protagonista da sua história frente ao Estado e também para que o governo não nos olhe como vilões, pois não somos responsáveis pela crise e pela atual circunstância em que os Estados brasileiros se encontram hoje”, reforçou Cinthia Paula.
O Movimento
Criado em maio deste ano, durante as reuniões conjuntas para tratar das reivindicações dos servidores estaduais, o Musme é uma iniciativa que busca unificar e fortalecer a luta dos servidores. Com a união das diversas categorias profissionais e evitando negociações paralelas, o movimento vai coordenar a atuação conjunta das entidades classistas. As deliberações envolverão todos os sindicatos e associações, no entanto, o Musme será o responsável para colocá-las em prática, especialmente, no que tange à organização das mobilizações e protestos.
Cléber Toledo






