
As inaugurações de obras públicas constantes na programação alusiva ao aniversário de 27 anos de Palmas foram destacadas na tribuna da Câmara pelos vereadores da base. Claudemir Portugal (PRP) convidou a população à participar dos eventos e enfatizou que atividades diferentes serão realizadas em diversas regiões da cidade para facilitar o acesso da população.
Já o vereador Folha Filho (PSD) enalteceu a inauguração do Centro de Convenções Parque do Povo Arnaud Rodrigues marcada para esta quinta-feira, 19, às 19h. Ressaltou que a obra foi iniciada há mais de 10 anos e que as gestões anteriores não conseguiram concluir.
Na opinião do parlamentar, a inauguração do centro de convenções demonstra o respeito de uma gestão que tem colocado a “nossa capital no patamar de respeito pelo povo brasileiro”.
Despesas com alugueis
Ainda durante a sessão, o vereador Júnior Geo (PROS) questionou os gastos com o aluguel para prédios para o funcionamento de serviços públicos. A contradição, de acordo com o parlamentar, está no fato da gestão pagar aluguel dos imóveis que abrigam a Prefeitura de Palmas, o Resolve Palmas e a Secretaria Municipal de Saúde enquanto os prédios da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, do Shopping da Cidadania e de outras de estruturas próprias da prefeitura estão desativados.
“Esse dinheiro que está sendo usado para essa sequência de alugueis é dinheiro da sociedade que está sendo mal utilizado”, reclamou Júnior Geo.
O vereador ainda questionou porque a prefeitura tem mantido a prática de construir estruturas em lotes particulares, como é o caso das áreas nas quais foram construídos o Centro de Referência em Fisioterapia e o Instituto 20 de Maio. “Construíram estrutura física com dinheiro público em uma área que não é publica”, disse.
Júnior Geo também lembrou o acordo para a reforma do Paço Municipal para abrigar a sede definitiva da Câmara de Palmas. A previsão era de prefeitura concluísse a reforma, realizada com recursos das emendas parlamentares, até o mês de agosto. No entanto, a obra ainda não saiu do papel. “O dinheiro foi, a reforma não ocorreu”, resumiu.
Desavenças internas
Diante de repetidos apelos de vereadores da base para a recomposição das comissões parlamentares, o presidente da Câmara, Rogério Freitas (PMDB), voltou a enfatizar que a reestruturação das comissões foi realizada atendendo ao Regimento Interno da Câmara, portanto, dentro da legalidade.
“Sou obrigado a fazer cumprir o regimento interno. É esse é meu papel”, ressaltou o presidente, explicando que uma reconfiguração das comissões parlamentares estaria condicionada à revisão do Regimento Interno da Câmara. “Só poderemos fazer as substituições à luz do regimento interno”.
Rogério Freitas afirmou que a Câmara precisa focar nos “problemas do povo de Palmas”, ou seja, em questões mais importantes para a sociedade. Por isso, não voltará a falar em recomposição das comissões no plenário. “Hoje é ultima vez que subo à tribuna para tratar das comissões”, concluiu.






