
A
perseguição contra os cristãos na China ficou sete vezes maior na
última década. De acordo com o último relatório da missão China Aid,
desde 2008 é possível ver um aumento constante nos casos de prisões de
líderes, fechamento e demolições de templos. De fato, as comunidades
religiosas na China vivem o mais intenso ano de perseguição desde a
Revolução Cultural (1966-1976), quando o país passou a adotar o sistema
comunista.
Nos
tempos de Mao Tsé-tung, o ateísmo foi um dos pilares para o
estabelecimento da República Popular da China. Contudo, sua tentativa de
exterminar toda forma de religião no país fracassou. Ao longo das
décadas seguintes, houve uma tentativa do Estado de assumir o controle
das igrejas do país.
A
questão religiosa passou para segundo plano, enquanto o país mais
populoso do mundo passava por profundas mudanças sociais e econômicas.
Na década de 1970, Pequim anunciou que desistiria de tentar erradicar a
religião organizada. Com a ascensão do presidente, Xi Jinping, o
discurso mudou. Segundo ele mesmo, a “gestão da religião é, em essência,
a gestão das massas”. Atualmente, o país está entre os que mais
perseguem os cristãos no mundo, segundo a missão Portas Abertas.
Estima-se que 90% das cruzes de igrejas consideradas “não oficiais” tenham sido retiradas à força. O relatório publicado pela China Aid afirma que embora budistas e muçulmanos sofram represálias, os cristãos estão sendo mais perseguidos, espancados e torturados do que nunca. Somente no ano passado na província de Zheijang, mais de 20 igrejas foram demolidas, 1.300 cruzes removidas, mais de 500 cristãos levados pela polícia, pelo menos 130 cristãos sendo agredidos pelas autoridades e 60 cristãos estão presos, sendo pelo menos 28 pastores.
Estima-se que 90% das cruzes de igrejas consideradas “não oficiais” tenham sido retiradas à força. O relatório publicado pela China Aid afirma que embora budistas e muçulmanos sofram represálias, os cristãos estão sendo mais perseguidos, espancados e torturados do que nunca. Somente no ano passado na província de Zheijang, mais de 20 igrejas foram demolidas, 1.300 cruzes removidas, mais de 500 cristãos levados pela polícia, pelo menos 130 cristãos sendo agredidos pelas autoridades e 60 cristãos estão presos, sendo pelo menos 28 pastores.
A
maioria não é acusada de nenhum crime, a não ser o de defender a fé
cristã. Apesar de tudo isso, cristianismo continua crescendo em solo
chinês. Oficialmente, existem hoje cerca de 100 milhões de cristãos no
país mais populoso do mundo. Estudiosos acreditam que o número pode ser 3
vezes maior. Ao mesmo tempo, os membros do Partido Comunista Chinês
totalizam 86,7 milhões, sendo que a maioria é comunista só de nome. Com
informações de Release Internacional






