
A Polícia Civil de Minas Gerais afirmou ter identificado o grupo de pessoas que se articulou para produzir ataques racistas à jovem negra que postou foto dela com o namorado, no Facebook. O caso ocorreu na cidade de Muriaé (a 320 km de Belo Horizonte).
O delegado Eduardo Freitas da Silva, responsável pelo inquérito,
afirmou que foi identificada uma estrutura organizada por trás das
mensagens na página da jovem.
Segundo ele, até uma comunidade virtual foi criada para concentrar as injúrias contra a jovem mineira. A maioria dos suspeitos é do Estado de São Paulo.
O policial não detalhou como os suspeitos se articularam para efetuar
os ataques nem a quantidade de envolvidos. Ele declarou apenas que são
"centenas" de pessoas.
"Tem lideranças, tem seguidores [no
grupo]. Eu não descarto ir para São Paulo para poder acompanhar os
trabalhos com a polícia de lá", afirmou, dizendo já ter entrado em
contato com o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais),
de São Paulo. "Nós verificamos que lá tem pessoas que promovem esse tipo
de ação de cunho racista [nas redes sociais]", afirmou.
O
policial disse que não detalharia a ação dos criminosos por receio de os
suspeitos tentem apagar os "rastros digitais". "A gente não vai apontar
esse ou aquele [nome], porque eles podem tentar apagar os rastros que
deixam. E isso prejudicaria o nosso trabalho", declarou.
Ele
disse ter apurado que o grupo já havia feito anteriormente ataques
parecidos ao do casal mineiro contra outras pessoas nas redes sociais.
Silva afirmou que conseguiu entrar em contato com algumas dessas
vítimas.
Rayder Bragon
Do UOL, em Belo Horizonte






