O Ministério Público Estadual (MPE) através do promotor de justiça
Alzemiro Wilson Peres Freitas entrou com uma ação civil pública de
improbidade administrativa pedindo o afastamento do atual prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR) e mais seis pessoas envolvidas com sua administração.
O pedido de afastamento é argumentado em supostas irregularidades no
contrato de terceirização da saúde da Prefeitura Municipal de Araguaína
com o Instituto Sulamericano de Gestão (ISDG). Esse instituto foi
escolhido em processo seletivo que teve outras quatro empresas que iriam
administrar o Hospital Municipal de Araguaína, o ambulatório municipal
de especialidades e unidade de pronto atendimento (UPA).
Entre as pessoas mencionadas no processo, estão também o atual chefe de
gabinete do prefeito e que também acumula o cargo de secretario da
fazenda, Wagner Rodrigues Barros, a procuradora-geral, Luciana Ventura, o
assessor técnico, Alberto Sousa Brito, o secretario de administração,
Nahim Hanna Halum e a controladora interna, Mariana Cardoso de Sousa.
Além das funções públicas, todos eles são os membros da comissão de
qualificação de organizações sociais, (Coquali), que foi formada para
analisar o processo de escolha e qualificação das entidades que
participaram do processo seletivo.
Segundo o promotor de justiça, Alzemiro Freitas, após investigações foi
constatada que os nomes que formaram essa comissão foram escolhidos sem
nenhum critério de isenção. “Descobrimos que havia várias
irregularidades praticadas que ferem o princípio da transparência, essa
da escolha dos membros da Coquali é apenas uma delas.
Haviam vários indícios que teriam levado até a escolha feita de maneira leviana para a qualificação vencedora da ISDG. Também constatamos que a empresa possui ausência de especialização e competência na área de atuação”, explica.
Haviam vários indícios que teriam levado até a escolha feita de maneira leviana para a qualificação vencedora da ISDG. Também constatamos que a empresa possui ausência de especialização e competência na área de atuação”, explica.
Promotor de justiça, Alzemiro Freitas realizou coletiva
de imprensa para contar os detalhes da ação civil
pública (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
de imprensa para contar os detalhes da ação civil
pública (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Entre outras, o promotor também contesta o fato de que representantes
da ISDG teriam sido responsabilizados por irregularidades que foram
descobertas na Operação ‘Fraude Corrosiva’ do Ministério Público de
Goiás.
Outra irregularidade é a falta do endereço verdadeiro onde foi
informado que estaria localizado o endereço do Instituto Sulamericano de
Gestão (ISDG) em Goiânia. Segundo visita técnica in loco, o endereço
não foi localizado.
No início deste mês de dezembro, o promotor Alzemiro Wilson Peres
Freitas já havia impetrado uma ação, alegando irregularidades no
contrato e nesta ação civil atendendo ao pedido do MPE, o contrato da
ISDG com o município irá permanecer suspenso por determinação judicial.
Também nesta ação, a promotoria pede, além do afastamento dos
envolvidos, o bloqueio de bens dos acusados no valor de R$ 144 milhões.
“Atitudes iguais a essa não pode se perpetrar dentro do ambiente
público, principalmente em uma área tão importante como a saúde, por
isso entramos com essa ação civil em defesa da sociedade”, destaca o
promotor Alzemiro.
Em nota, a Prefeitura de Araguaína, informou que em relação à ação
movida pelo Ministério Público, todos os atos realizados obedeceram aos
princípios de transparência, responsabilidade e respeito à legislação
vigente.
Destaca também que o termo de referência da licitação pública
que resultou no contrato [com a ISDG], objeto da ação, era de total
conhecimento do Ministério Público, que atuou com sugestões e
modificações, prontamente atendidas.
A nota ainda afirma também que o contrato firmado, também por ação
movida pelo mesmo Ministério Público, teve suspensão judicial acatada,
não tendo a organização social trabalhado um dia sequer e muito menos
recebido quaisquer valores do município.






