
O presidente da Comissão de Transição do governo do Estado e futuro
secretário geral de Governo, Herbert "Buti" Barros, respondeu nesta
sexta-feira, 19, as críticas do governador Sandoval Cardoso (SD) ao
relatório sobre a situação administrativa e financeira do governo do
Estado, entregue ao governador eleito Marcelo Miranda (PMDB). Documento
aponta uma dívida de R$ 4 bilhões do governo do Estado.
"As informações que constam no relatório final da transição foram
repassadas à comissão pela equipe do atual governo. As críticas feitas
pelo governador Sandoval Cardoso só demonstram, mais uma vez, que ele
está desconectado com a realidade do Tocantins", rebateu Buti, em nota
enviada à imprensa.
Sobre a divulgação das informações da sua gestão, Sandoval Cardoso
disse nesta sexta-feira que a divulgação do valor da dívida é uma
estratégia da próxima gestão para culpar seu governo. “Se existe dívida
externa essa divida foi contraída ao longo dos anos. Isso não é notícia.
Eu sinceramente não sei se soma R$ 4 bilhões, mas sei que no meu
período de oito meses nós não contraímos dívida. No período do Marcelo,
de sete anos, com certeza ele contraiu divida que estou pagando e nunca
fui na imprensa falar que tinha dívida”, criticou Sandoval ao Conexão
Tocantins (leia aqui).
Sandoval negou que tenha havido "farra" nas promoções de policiais
militares apontada pelo Ministério Público Estadual e classificou a
atuação do órgão como "sensacionalismo". “Me doei para o Estado nos
últimos meses igual um servo, trabalhei, fiz muita coisa que em quatro
anos muitos não fizeram. Que sensacionalismo é esse?”, disse. Ele
contou que ainda não recebeu R$ 16 milhões que o governo federal tem que
repassar para a Saúde e mais R$ 40 milhões de acréscimo no FPE.
Ao CT, Sandoval Cardoso também não poupou críticas à divulgação da
situação do governo do Estado, defendeu que o Tocantins tem uma baixa
capacidade de endividamento e que o problema da administração seria a
folha de pagamento. “Ele [Marcelo] deve ter juntado todas as dívidas
desde a fundação do Estado, inclusive as das outras gestões dele. Essa
conversa de dívida é discurso de quem não está interessado em mostrar
serviço", afirmou o governador (leia aqui).
Sandoval defendeu que o governo precisa terceirizar a saúde -
proposta combatida por entidades de classe - para reduzir a folha em R$
50 milhões por mês. “Se o próximo governador fizer isso, o que não fiz
por falta de tempo e pelo momento eleitoral, não precisará fazer cortes
de pessoal. A única saída para a gestão da saúde é a terceirização.
Claro que para uma empresa idônea, mas essa é a única saída possível”,
garantiu.
Leia na íntegra a nota da Comissão de Transição.
"NOTA
A respeito das declarações divulgadas pela imprensa questionando os
dados apresentados pela Comissão de Transição do Governador Eleito
Marcelo Miranda, cabe esclarecer que as informações que constam no
relatório final da transição foram repassadas à comissão pela equipe do
atual governo.
As críticas feitas pelo governador Sandoval Cardoso só demonstram,
mais uma vez, que ele está desconectado com a realidade do Tocantins.
HERBERT BRITO BARROS
Pres. da Comissão de Transição"
Pres. da Comissão de Transição"






