com isso, ela decidiu se desfazer da residência para pagar parte da cirurgia da jovem, que custa em torno de R$ 150 mil.
"Os médicos disseram que o problema dela é bem grave e que só a cirurgia pode resolver. Mas mesmo se a gente vender a casa, ainda não vamos conseguir todo o dinheiro para pagar o procedimento. A casa custa em torno de R$ 100 mil", afirmou ao G1 a dona de casa, que mora com Rebeca, o esposo e a outra filha de sete anos.
Rita afirma ter descoberto o problema da garota em junho de 2013, quando uma colega percebeu algo de errado na postura da menina. "A vizinha percebeu que a coluna dela estava torta e foi aí que descobrimos. Fomos até o médico, em Feira de Santana, e ele confirmou que ela estava com escoliose", diz.
Ainda de acordo com a mãe, por conta do problema na coluna, Rebeca sente dores e, às vezes, nem consegue dormir. "Ela também sente falta de ar, porque o colete aperta muito. Mas é uma menina que não se abate com nada. Ela brinca de forma normal, como as outras crianças, mas sente dor nas costas e nas pernas quando corre", afirma Rita.
Odair, pai de Rebeca, diz que a família pretende morar de aluguel caso a casa seja mesmo vendida. "Eu trabalho com sisal e nós não temos condições de comprar uma casa nova, caso a gente venda essa", disse. A mãe da jovem não perde a confiança: "Confio em Deus que alguém vai me ajudar. É melhor vender a casa do que vê ela usando cadeira de rodas", afirma.
O G1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, que afirmou através da assessoria que não tem como fazer uma previsão de quanto termpo a menina teria que esperar para conseguir a cirurgia pelo SUS.
Em muitas pessoas a escoliose pode ser decorrente de uma alteração do crescimento dos membros inferiores - quando uma perna fica maior que a outra - ou pelo desenvolvimento da própria coluna. O especialista afirma que, quanto mais cedo o problema for detectado, mais fácil impedir que o encurvamento aumente.
"Temos, então, causas genéticas e adquiridas que levam a essa deformidade, que pode aumentar ou estagnar com o tempo. O problema também pode ser corrigido, em alguns casos, com uso de coletes, com fiosioterapia e RPG [Reeducação Postural Global]", destaca.
Ainda segundo Costa, a cirurgia, que segundo ele pode variar de R$ 20 mil a R$ 150 mil, a depender da gravidade do caso, só é recomenda em casos graves e após a maturidade esquelética. "No caso da cirurgia, o recomendado é esperar primeiro a formação do esqueleto, após os 15 ou 16 anos. Antes disso, é aconselhável esperar o desenvolvimento da criança e optar pelos outros métodos que nao seja a cirurgia".
G1







