
O médico Nazim Mahmood, do Reino Unido, cometeu suicídio ao pular de
seu apartamento, uma cobertura de luxo, depois que sua mãe lhe pediu
para que buscasse a "cura gay". A morte aconteceu em julho mas as novas
informações é
resultado de um inquérito no Tribunal de St. Pancras.
Dias antes de sua morte, Mahmood contou para sua mãe que era
homossexual e que estava em um relacionamento há 13 anos com o seu
noivo, Matthew Ogston.
O tribunal apurou que o médico manteve sua sexualidade escondida da
família muçulmana por receio de rejeição por motivos religiosos e
culturais. Mas em um reencontro familiar, a mãe de Mahmood questionou
sobre a opção sexual do filho que afirmou ser gay.
Seu noivo, que morava no mesmo apartamento, disse que a conversa com a mãe o abalou muito.
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— Ela havia sugerido que ele precisava ver um psiquiatra para ver se
havia cura. Juntos, eu acredito que eles concordaram em passar por isso.
Alguém dizendo que você precisa ser curado não é a coisa mais fácil de
se encarar — afirmou Ogston ao inquérito.
O tribunal ouviu que o doutor nunca tinha sofrido depressão ou
qualquer outra doença mental e que tinha tomado drogas como a mefedrona e
cetamina pouco antes de sua morte.
O seu noivo chorou no tribunal ao comentar como era seu
relacionamento e chamou Mahmood de "alma gêmea". Ogston chegou ainda a
dizer que o médico nunca tinha dado nenhuma indicação de qualquer
intenção de se matar:
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— Ele sempre queria ajudar outras pessoas, sempre colocava as outras
pessoas em primeiro lugar. Ele foi muito simplesmente o homem mais
incrível que eu já conheci em toda a minha vida.
A legista Mary Hassel afirmo que Mahmood cometeu suicídio:
— Parece incrível que um jovem com tanta coisa acontecendo para ele poderia ter tirado a sua própria vida.
o Globo






