
Allan Edwards, pastor da pequena igreja Presbiteriana de Kiski
Valley, Pensilvânia, tem chamado atenção da mídia por uma entrevista
polêmica. Falando a uma emissora de rádio, admitiu que sente-se atraído
por homens desde a adolescência, mas não se considera gay.
Ele também
teve relacionamentos com mulheres. Decidido a seguir a
Bíblia, Edwards se casou com Leeanne, e o casal espera um bebê para
julho.
A esposa explica que aceita os sentimentos do marido, e compara a
situação com casais onde uma outra mulher pode oferecer perigo à
relação. Para ela todo homem pode sentir atração sexual por outra
pessoa, mas o que vale é a disposição de permanecer fiel.
Criticado
por sua confissão pública, Edwards diz que tem sido vítima de chacota
de grupos pro-gay, os quais insistem que ele “saia do armário”. Mas ele
conta que decidiu combater sua atração física por os outros homens, a
fim de viver de acordo com os ensinamentos do cristianismo. Aos
31 anos de idade, ele diz que em meados dos anos 1990 percebeu que se
interessava por homens. “Foi uma realização muito clara que estava em
conflito com a minha fé”, contou ele à NPR.
Durante
o tempo que cursava o seminário, disse que enfrentou muitos problemas,
pois temia ser condenado. Aos poucos, foi descobrindo que recebera apoio
dos cristãos a sua volta.
Afirmou ainda que chegou a pensar em
trabalhar com uma denominação que aceita gays, mas entendeu que a
homossexualidade é pecado. “Estudei diferentes métodos de
ler a escritura e tudo se resume a isto: Jesus nos aceita, mas não o
nosso pecado.
Se Jesus é quem ele diz ser, então temos de acreditar no
que ele acredita”, explica. Edwards disse que
sempre foi aberto com sua esposa Leeanne sobre o assunto e que eles já
resolveram isso entre eles. O fato de ela ter aceitado sua luta só fez
com que o amor por ela crescesse.
Após alguns anos
lidando com a situação, o pastor explica que embora já tenha sentido
atração por homens e mulheres no passado, agora está “Fisicamente,
emocionalmente e espiritualmente atraído pela minha esposa”.
Ele
acredita que embora a atração física seja importante em um casamento,
não é a parte mais importante e que a atividade sexual é “melhor
experiência no casamento entre um homem em uma mulher”.






