
Segundo ela, os próximos testes devem começar em breve. Além
das duas vacinas aprovadas, uma fabricada pela GlaxoSmithKline e outra
licenciada por Merck e NewLink, novas pesquisas estão sendo
desenvolvidas nos Estados Unidos, Rússia e outros países.
Os testes com a vacina da Merck e NewLink chegaram a ser interrompidos em dezembro, por causa de relatos de dores nas juntas entre alguns dos pacientes que receberam o tratamento. No entanto, Marie-Paule afirmou que os efeitos colaterais não eram significativos.
Os testes com a vacina da Merck e NewLink chegaram a ser interrompidos em dezembro, por causa de relatos de dores nas juntas entre alguns dos pacientes que receberam o tratamento. No entanto, Marie-Paule afirmou que os efeitos colaterais não eram significativos.
A nova fase de testes deve durar
seis meses, e acontecerá ao mesmo tempo em que as farmacêuticas
começarão a produzir em larga escala os produtos, o que significa que
milhões de vacinas podem estar disponíveis no fim do ano. No entanto,
especialistas ainda discutem se elas serão usadas em populações inteiras
ou apenas grupos de risco.
Acredita-se que o ebola tenha infectado mais
de 20 mil pessoas e matado 8 mil delas, principalmente na Guiné,
Libéria e Serra Leoa. Oficiais estimam que a taxa de mortalidade da
doença é de cerca de 71%. No entanto, o número de novos infectados vem
caindo rapidamente.
Para o doutor Peter Piot, que ajudou a descobrir o
vírus do ebola, é possível que quando a vacina esteja pronta, não
existam mais casos em número suficiente para provar sua eficiência.
Ainda assim, diz ele, qualquer opção deve ser considerada na luta contra
o maior surto da doença no mundo. “Com o ebola, você precisa encontrar
todos os casos para interromper qualquer contágio”, disse. “Pode
acontecer de não conseguirmos fazer isso sem uma vacina.”






