
A Polícia Civil decidiu aceitar a proposta do Estado e encerrar a greve
de 41 dias. A decisão da categoria foi tomada nesta segunda-feira (6)
durante uma assembleia. Conforme a assessoria de comunicação do
Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO), os profissionais
aguardam a devolução das armas para assumir os serviços nas delegacias e
unidades prisionais. O desarmamento foi determinado pelo Estado através de uma portaria publicada no Diário Oficial do dia 13 de março.
Para encerrar a greve, os policiais aceitaram o pré-acordo proposto
pelo governo do estado. A implementação do alinhamento salarial
previsto pela lei 2.851 se dará no início de 2016. Em relação aos
valores referentes à primeira parcela do alinhamento, que deveria ter
sido incorporado neste ano, o Sinpol e o governo do Estado vão negociar
e, nos próximos 20 dias, as duas partes devem ter uma proposta
finalizada. Na próxima quarta-feira (8) será realizada uma reunião entre
o governo e o sindicato para tratar sobre o tema.
Ficou acordado também que não haverá punições aos policiais grevistas.
No mês passado, a justiça havia considerado a greve ilegal e autorizado o
corpo de ponto dos policiais. Além disso, a justiça fixou uma multa
diária no valor de R$ 100 mil, limitados a R$ 2 milhões, caso os
policiais não retornassem ao serviço.

Os policiais civis iniciaram a greve no dia 25 de fevereiro. Eles
cobravam do governo o realinhamento salarial que teria sido concedido
ainda em 2007. A medida foi regulamentada em abril de 2014, através da
Lei 2.851 e cancelada no dia 11 de fevereiro deste ano através de
decretos publicados no Diário Oficial do Estado (DOE). Em todo o
Tocantins, de acordo com o Sinpol-TO, 1,6 mil policiais estavam em
greve.
Durante a paralisação, as revistas e visitas nas unidades prisionais
foram interrompidas. Para protestar, os presos queimaram colchões e começaram princípios de rebelião em cadeias de vários municípios do estado. Para restabelecer a ordem, a justiça autorizou a entrada da Polícia Militar nos presídios.

(Foto: Divulgação/Sinpol-TO)






